Maurício Garin/AP
Maurício Garin/AP

Pai de Emiliano Sala morre três meses depois de acidente aéreo fatal com o filho

Pai de jogador sofreu um ataque cardíaco em Progreso, na Argentina

Redação, Estadão Conteúdo

26 de abril de 2019 | 10h34

Pouco mais de três meses após a morte do atacante argentino Emiliano Sala em um acidente aéreo no Canal da Mancha, entre a França e a Grã-Bretanha, seu pai Horacio Sala faleceu na manhã desta sexta-feira em Progreso, na Argentina, devido a um ataque cardíaco.

Segundo a imprensa local, médicos foram chamados para socorrer Horacio, caminhoneiro de 58 anos, em sua residência às 5 horas da manhã, mas quando chegaram ele já havia falecido. A informação foi confirmada por Daniel Ribero, presidente do clube San Martín de Progreso.

"Esta madrugada, ele sentiu uma dor no peito. Chamaram o médico, mas, quando chegaram, o Horacio já tinha falecido. Tinha estado com ele durante a semana. Cruzei com ele na rua e passamos meia hora falando do cultivo da soja, do caminhão... Eu o notava melhor, com vontade de falar", disse o dirigente ao canal argentino C5N.

O prefeito de Progreso, Jorge Müller, também se manifestou. "O parceiro de Horacio me ligou às cinco da manhã. Os médicos já estavam lá. Quando cheguei em sua casa, ele já havia morrido", disse em entrevista para a rádio argentina La Red.

A morte de Horácio Sala devasta ainda mais a família, pouco mais de três meses do falecimento de Emiliano. A aeronave com o meia argentino e o piloto David Ibbotson desapareceu no dia 21 de janeiro sobre o Canal da Mancha, entre o norte da França e o sul da Grã-Bretanha. O avião Piper PA-46 sumiu do radar a 20 quilômetros da ilha Guernsey, após decolar de Nantes para Cardiff, onde Sala iria integrar o elenco do Cardiff City na disputa do Campeonato Inglês. O jogador tinha sido contratado em uma negociação de US$ 19 milhões (cerca de R$ 72,2 milhões).

Horácio e toda sua família estiveram muito empenhados nas buscas dos destroços da aeronave, principalmente quando as autoridades britânicas suspenderam os trabalhos por não encontrarem nenhuma "parte da aeronave, o piloto nem o passageiro" após três dias. O avião só foi encontrado no dia 4 de fevereiro por investigadores britânicos.

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