Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Pai de Messi chega à Espanha e diz que é difícil que filho continue no Barcelona

Jorge Messi vai se encontrar com o presidente do clube catalão, Josep Maria Bartomeu, e definir o futuro do craque

Redação, Estadão Conteúdo

02 de setembro de 2020 | 09h38

O pai e empresário do craque argentino Lionel Messi, Jorge Messi, chegou nesta quarta-feira à Espanha para se reunir com o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e definir o futuro do filho. No desembarque, cercado por muitos jornalistas, respondeu rapidamente a inúmeras perguntas e indicou que a decisão de sair do clube catalão é irreversível.

"Difícil que continue", disse Jorge Messi, que logo após a chegada em Barcelona já se reuniu com advogados pessoais para discutir a situação contratual do filho. Uma reunião com o presidente do Barcelona deve ocorrer ainda nesta quarta-feira. O clube não se pronunciou sobre o assunto.

O Barcelona já reiterou a sua posição de não negociar a liberação antecipada de Messi, dizendo que o presidente só se sentará para conversar com o jogador se o assunto for a extensão de seu contrato além da próxima temporada.

Messi expressou na semana passada o desejo de deixar o clube, mas o Barcelona quer que ele cumpra o contrato que termina em junho de 2021. O clube também disse que não está negociando uma possível transferência com qualquer outro time. Manchester City e Paris Saint-Germain sonham com o craque, eleito seis vezes o melhor do mundo.

O argentino anunciou a sua decisão de sair na semana passada, enviando ao clube um "burofax", um documento certificado semelhante a um telegrama. Ele invocou uma cláusula contratual que lhe permitia sair de graça até 10 dias depois do final da temporada, mas o clube afirma que esse artigo do contrato já expirou, se baseando no final da temporada pelo calendário oficial (31 de maio).

Espera-se que uma guerra judicial se desenrole, já que Messi argumentará que a temporada foi estendida além da data em que a cláusula expirou por causa da pandemia do novo coronavírus, terminando no dia 23 de agosto, data da final da Liga dos Campeões da Europa. Ele quer sair de forma unilateral, sem pagar a multa rescisória, que é de 700 milhões de euros (mais de R$ 4 bilhões).

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