Pai de Messi diz que Maradona nunca orientou seu filho

BUENOS AIRES - Jorge Messi, pai do craque argentino Lionel Messi, somou-se ao batalhão de críticos que vem questionando o trabalho de Diego Maradona à frente da seleção do país, ao dizer que seu filho jamais recebeu orientações do técnico sobre de que forma deve atuar na equipe.

ANSA,

12 de setembro de 2009 | 21h05

Veja também:

especialMapa - Confira os países que já garantiram vaga na Copa

Eliminatórias da Copa - tabela Classificação | lista Tabela 

especial ELIMINATÓRIAS - Mais no canal especial

especial Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão

De acordo com informações publicadas pelo jornal Crítica, de Buenos Aires, a queixa foi feita por Jorge Messi em um telefonema a Luis Segura, secretário de Seleções Nacionais da Associação do Futebol Argentino (AFA).

"Meu filho não se sentiu à vontade com Diego", revelou o pai. "Ele não está feliz. Maradona não fala com ele. É a primeira vez na carreira que Leo não recebe indicações de um treinador. Ele realmente não sabe em que posição deve jogar", afirmou Jorge, segundo o diário.

Como Segura é um dos colaboradores mais próximos de Julio Grondona, o presidente da AFA, a imprensa esportiva argentina crê que a nova reclamação pode tornar a situação de Maradona ainda mais incerta.

Já é grande a pressão sobre o ex-craque, que ainda não acertou o time e precisa vencer o Peru e o Uruguai nas últimas rodadas das Eliminatórias se quiser brigar por uma vaga na Copa de 2010.

Se a competição terminasse agora, a Argentina, apenas na quinta posição, teria de jogar a repescagem contra um representante da América do Norte.

Especula-se que, por este motivo, a AFA deve impor mudanças ao trabalho de Maradona, incluindo uma possível convocação do meio-campista Riquelme, com quem o treinador se desentendeu recentemente.

Outra hipótese é o fortalecimento de Carlos Bilardo, ex-treinador da seleção que até agora trabalhou como diretor técnico ao lado de Maradona.

Quanto a Messi, são vários os questionamentos a seu desempenho na seleção, que em nada se parece ao futebol que ele costuma apresentar no Barcelona.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.