Pai de Neymar minimiza polêmica criada pelo filho

Ele promete contratar um psicólogo para o filho, mas não vê motivo para preocupação

SANCHES FILHO, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 19h40

Neymar não está mais cansado de tudo e também não vai mudar. Essa foi a resposta que o pai do atacante, Neymar da Silva Santos, repetiu nos mais de 20 telefonemas que recebeu nesta segunda-feira. Ao contrário da cúpula santista, que, incomodada pela sequencia de polêmicas envolvendo jogador, promete contratar um psicólogo para ele, Neymar pai não vê motivo para preocupação.

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"Já temos esse tipo de acompanhamento há mais de dois anos. E não é apenas para ele (Neymar), mas para toda a família", disse. "Quanto àquela frase do Twitter, foi devido à derrota e a uma serie de acontecimentos, mas meia hora depois ele já disse que estava tudo bem outra vez. O que as pessoas precisam entender é que Neymar pensa e age como todo jovem de 18 anos", acrescentou o pai do atacante santista.

A única orientação que deu ao filho foi para que ele mude o comportamento com relação ao Twitter. Desde esta segunda, a assessoria do Santos ficou encarregada de postar as mensagens dirigidas à torcida. "Ele vai usar um outro Twitter, pessoal, para falar com os amigos. O anterior terá apenas frases prontas. Não serão mais frases verdadeiras e o que Neymar pensa", explicou o pai.

A última polêmica envolvendo Neymar começou na noite de domingo, quando o atacante usou o Twitter para se manifestar sobre a confusão que se seguiu ao final da derrota para o Ceará, em Fortaleza, provocada pela sua discussão com o volante João Marcos, do time cearense. Em seu perfil, Neymar escreveu: "Chateado, estou cansado de tudo!". A motivação principal teria sido o fato de sofrer com a marcação dura durante o jogo.

Em meio a isso, o pai do atacante garante que ele não está arrependido de ter recusado a proposta milionária do Chelsea. "Estão criando monstros, na tentativa de travar o projeto do Santos para que Neymar passe a ser mito. O que acontece é que Neymar tem que matar um leão por hora. Há dois anos questionavam se estava pronto para ser titular do Santos. Depois, se tinha condições de fazer parte da seleção brasileira e agora falam que está sentindo a responsabilidade de se tornar mito", afirmou.

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