Pai de Serginho pode processar São Caetano

Nem mesmo o apelo emocionado do pai do jogador Serginho, Virgilio Ribeiro da Silva, de 68 anos, pedindo que o corpo do filho fosse levado para Serra, no Espírito Santo, onde mora a família do atleta, por pelo menos algumas horas, sensibilizou a viúva, Eliane. Em contrapartida, o São Caetano pagou duas passagens de avião para Silva e sua mulher, Ana Oliveira da Silva, de 67 anos, viajarem para Coronel Fabriciano, em Minas Gerais, onde o corpo será velado e enterrado. Os dez irmãos de Serginho seguiram de ônibus para a cidade mineira. "Nunca passei por uma dor desta maneira. É algo terrível que não desejo a ninguém", disse Silva, com a voz embargada e totalmente emocionado. Em seguida, deixou no ar a possibilidade de processar o São Caetano, alegando que a família desconhecia o suposto problema cardíaco de Serginho. A mãe do jogador declarou que o filho fez exames de rotina há pouco tempo e que não havia apresentado nenhuma irregularidade. Um dos irmãos do atleta, Nivaldo Oliveira da Silva, confirmou a declaração de Ana. "Não sabíamos de nada. Ele vinha jogando normalmente. Na família, ninguém sofre de doença do coração", afirmou, lembrando que a última vez que o jogador visitou os pais foi em junho deste ano. "Mas o Serginho sempre ligava para saber como estávamos de saúde e se precisávamos de alguma coisa." Na noite de quarta-feira, a maioria dos familiares de Serginho no Espírito Santo assistia ao jogo entre São Caetano e São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. Eles viram, pela televisão, o momento da queda do jogador e temiam pelo pior. Os pais do zagueiro passaram a noite acordados, chorando e precisaram tomar remédios para se acalmar. "Estávamos vendo a partida. Vimos aquela imagem horrível, uma verdadeira tragédia. Foi um caos aqui em casa", contou Nivaldo.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2004 | 19h19

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