EFE/ Wildes Barbosa
EFE/ Wildes Barbosa

Pai de Wendell Lira pode não saber que filho foi premiado pela Fifa

Vencedor do Prêmio Puskás foi recebido pela família em Goiânia

Isabela Bonfim, enviada especial a Goiânia, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2016 | 22h45

Desde que foi indicado pela Fifa com um dos finalistas do Prêmio Puskás, o goiano Wendell Lira ganhou espaço na mídia nacional e internacional. Quando finalmente conquistou o título de gol mais bonito de 2015, durante a cerimônia do Bola de Ouro, em Zurique, na última segunda-feira, Wendell caiu na graça dos torcedores brasileiros e virou uma celebridade nacional. O pai do jogador, entretanto, não vive com a família e pode não saber da premiação do filho.

Nesta quarta-feira, 13, Wendell voltou para Goiânia e foi recepcionado por torcedores com festa no aeroporto Santa Genoveva. A família também compareceu em peso. Primos e tios chegaram cedo com faixas de apoio ao jogador. A mãe, Maria Edileuza, e os irmãos, Thalles e Paulo Roberto, chegaram por volta das 11h, acompanhados do padrasto, Claudino Nepomuceno. Mas o pai não estava presente.

"Não temos nenhuma notícia dele ou por onde ele está, a última coisa que soubemos é que ele estava trabalhando no Pará, como caminhoneiro", disse Thalles, irmão mais novo de Wendell. Jaciara Lira, tia de Wendell, afirmou que não vê o irmão há pelo menos dois anos, mas acha que ele trabalha construindo estradas. "Não temos nenhum contato dele, número de telefone, nada. É ele quem liga quando quer falar com a família". 

Thalles afirmou que o pai não chegou a entrar em contato desde que saiu a lista de finalistas do prêmio da Fifa, o que leva a família a questionar se, de fato, ele sabe que o filho teve o gol escolhido como o mais bonito do mundo. "Acho que ele deve saber, por toda a divulgação que teve, ele já deve ter visto em algum lugar", supõe Thalles. 

Familiares relataram que Wendell tem uma relação conturbada com o pai, que teria deixado a família por sofrer com problemas pessoais e vício em jogo e álcool. O irmão se lembra de uma festa de Ano Novo, há aproximadamente três anos, em que o pai veio à Goiânia visitar a família. Devido a algumas decepções, Wendell preferiu não visitá-lo na ocasião. "Por toda essa ausência, a gente não esperava que ele entrasse em contato, então não acredito que Wendell esteja triste com isso hoje", garante Thalles. 

Ele conta que Wendell guarda uma certa mágoa, mas que também tem boas lembranças do convívio com o pai. "O meu pai gostava muito de futebol e de jogar bola. Talvez isso tenha influenciado o Wendell a chegar onde chegou. Apesar de tudo, ele é um pai amoroso", afirma.

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