Pai vira procurador de Kaká

Uma reunião realizada em Milão na manhã de quarta-feira, poucas horas antes de o Milan golear o Sparta Praga pela Copa dos Campeões, colocou fim ao relacionamento profissional de Kaká com o empresário Wagner Ribeiro. O pai do craque, Bosco Leite, comunicou a Wagner que estava assumindo o comando da carreira do filho. Mas não cuidará de tudo sozinho: na área esportiva, será assessorado pela CSR, empresa de marketing esportivo que pertence a Rivaldo e a Carlos Arini; na área de marketing, contará com a ajuda da recém-criada "Brasil 100% Marketing", que pertence a Alexandre Leitão - ex-executivo da Ambev, que tem ótimo relacionamento com o jogador.A razão do rompimento com Wagner ainda não vazou. Nos bastidores, correm duas versões: Bosco achava que o empresário vinha dando pouca atenção a Kaká por ter muitos jogadores em sua "carteira de clientes; Wagner não teria repassado ao jogador um dinheiro a que ele teria direito.O fato é que, extra-oficialmente, o empresário já estava afastado dos negócios de Kaká desde janeiro. Em fevereiro, os pais do meia (Bosco e Simone) se mudaram definitivamente para Milão e Bosco pôde começar a acompanhar de perto o dia a dia do filho.A escolha da CSR para ajudar a cuidar da parte esportiva da carreira de Kaká foi fruto do ótimo relacionamento que o xodó da torcida do Milan tem com Rivaldo. Os dois se deram muito bem na Seleção durante o Mundial de 2002 e estreitaram a amizade nos poucos meses em que foram companheiros no Milan. Eles conversavam muito nos treinos e nas concentrações e elogiavam um ao outro nas entrevistas.Carlos Arini, que é o procurador de Rivaldo, está em Milão. Por coincidência, ele viajou segunda-feira à noite no mesmo vôo que levou Wagner Ribeiro. Arini viu o jogo de quarta-feira ao lado do pai de Kaká.Adriano Galliani (vice-presidente do Milan) e o ex-jogador Leonardo - que hoje é dirigente do clube italiano e conduziu a negociação da contratação de Kaká, em agosto - já foram comunicados sobre a nova estrutura montada para administrar a carreira do meia.Alexandre Leitão foi o escolhido para cuidar das ações de marketing envolvendo Kaká por ser muito amigo dele e também por ser um "especialista" na avaliação da imagem do meia. Foi ele quem costurou o contrato que o jogador assinou em maio de 2002 - com duração até a Copa de 2006 - para fazer propaganda do Guaraná Antártica. E antes disso encomendou diversas pesquisas sobre a imagem do craque. Leitão se desvinculou da Ambev para abrir sua empresa depois do Pré-Olímpico disputado em janeiro no Chile. Ele acompanhou a Seleção durante toda a competição, como fazia em todos os compromissos do Brasil. Na primeira fase, em Concepción, estava no hotel da delegação. Na segunda, em Viña del Mar, ficou em outro hotel porque o hotel da Seleção estava muito cheio e não oferecia boa estrutura.

Agencia Estado,

12 de março de 2004 | 09h10

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.