País africano apela à CAS contra Fifa após ser suspensa por causa de brasileira

Guiné Equatorial tenta reverter punição

O Estado de S.Paulo

09 de março de 2017 | 14h26

A federação de futebol de Guiné Equatorial apresentou nesta quinta-feira uma apelação à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) contra a punição imposta à sua seleção feminina pela Fifa. O país equatoriano está proibido de jogar a Copa das Nações Africanas de 2018 e 2020, o que impacta também na impossibilidade de se classificar para o Mundial de 2019.

A equipe de Guiné Equatorial também foi proibida de participar das Eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, pela escalação de uma jogadora nascida no Brasil que utilizou-se de "documentos forjados ou falsificados" para atuar pela equipe africana.

Camila Maria do Carmo Nobre de Oliveira utilizou-se de dois passaportes com informações diferentes para participar do torneio Pré-Olímpico para o Rio-2016, de acordo com a Fifa. A entidade explicou que a atleta também mostrou duas certidões de nascimento com informações diferentes sobre o local de nascimento de seus pais.

Além disso, a federação de futebol do país foi multada em 40 mil francos suíços (cerca de R$ 147 mil), enquanto a brasileiro Camila foi suspensa por dez partidas oficiais e multada em 2 mil francos suíços (pouco mais de R$ 7 mil).

Esta não é a primeira vez que a seleção feminina de Guiné Equatorial foi punida pela escalação irregular de uma atleta. Em 2011, a Fifa tirou a atacante Jade Boho Sayo da Copa do Mundo daquele ano e a suspendeu por dois meses, além de excluir a seleção da Olimpíada de Londres, no ano seguinte, por este mesmo motivo.

Guiné Equatorial é um pequeno país africano que já foi acusado diversas vezes de tentar comprar o sucesso na modalidade ao pagar para jogadores estrangeiros defenderem sua seleção. O futebol masculino do país também já sofreu punições por este problema.

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