Marcos de Paula/Estadão - 16/06/2013
Marcos de Paula/Estadão - 16/06/2013

País vai ter dia de protestos contra realização do Mundial

Organizadas por vários grupos, manifestações estão confirmadas em pelo menos 34 cidades de todas as regiões do Brasil

O Estado de S. Paulo

25 de janeiro de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Estão previstos para a tarde deste sábado vários protestos contra a realização da Copa do Mundo, em todas as regiões do País. Em pelo menos 34 cidades haverá manifestações, convocadas por meio do Facebook. Em São Paulo, a reunião ocorrerá no vão livre do Masp, às 17 horas, e até o final da tarde de ontem 22 mil pessoas haviam sinalizado a intenção de comparecer.

Em Brasília, Belo Horizonte e Vitória (onde os atos deverão ser realizados em dois locais) são esperadas pelo menos 10 mil pessoas em cada cidade. Em todas as outras capitais, com exceção de Maceió, também haverá protesto - em Alagoas o ato está marcado para Arapiraca. A promessa é de que as reuniões serão pacíficas, sem a presença de grupos como os Black Bloc.

As manifestações estão sendo convocadas por diversos grupos e divulgadas nas páginas do Anonymous Brasil. Serão, segundo os organizadores, o primeiro de uma série de protestos contra o Mundial que ocorrerão até julho - inclusive durante a competição.

Um dos grupos que convida para o ato no Masp questiona o fato de o Brasil organizar a Copa sem consultar a população, que “é quem vai pagar o preço”. “Tudo não passa de um grande espetáculo com o dinheiro do contribuinte”, critica.

De maneira geral, as páginas que convidam para as manifestações contra a realização do Mundial no Brasil lembram a precariedade do sistema público de saúde no País, a falta de investimentos na educação, na área de segurança pública e em obras de infraestrutura. Também questionam os gastos com a competição, estimados em R$ 33 bilhões, e que superam os custos das Copas de 2006, na Alemanha, e de 2010, na África do Sul.

O governo brasileiro e a Fifa estão preocupados com as manifestações, principalmente durante a Copa. Um forte esquema está sendo montado para garantir a segurança da “família Fifa”.

E o governo federal decidiu, no início do mês, designar dois funcionários para reforçar as conversas com grupos contrários à realização da Copa.

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