Paixão aguarda convite para seleção

O preparador físico do Grêmio, Paulo Paixão, está praticamente confirmado para assumir a seleção brasileira ao lado do amigo Luiz Felipe Scolari. Ele só espera receber o convite formal na noite desta terça-feira, para se incorporar ao grupo que comandará o time do Brasil. Antes, porém, ele acompanha a equipe gaúcha na partida contra o Corinthians, domingo, pela final da Copa do Brasil.A direção do Grêmio tentará com a CBF que Paulo Paixão permaneça no clube e na seleção, simultaneamente. "Vamos esperar que se confirme, porque é importante se programar", disse o preparador físico.Na noite de segunda-feira, Paixão recebeu um telefonema de Scolari para conversar sobre a seleção. "O momento é ideal para ele assumir a seleção. O Felipão é pegador, conhece bem o comportamento dos jogadores argentinos e uruguaios e vai usar sua experiência para mobilizar a equipe", afirmou o preparador físico do Grêmio.Luiz Felipe Scolari e Paulo Paixão começaram a trabalhar juntos em 93, no Grêmio. Depois, eles tiveram uma breve passagem pelo Japão, em 97, e no mesmo ano retornaram para o futebol brasileiro para dirigir a equipe do Palmeiras. "Temos oito anos de amizade, seis de trabalho juntos e 10 títulos", lembrou o companheiro de Felipão.Final - Apesar do provável convite para a seleção, o preparador físico do Grêmio diz que está com "o pensamento na decisão de domingo". A escalação está confirmada com Roger na zaga e Anderson Polga como volante, além da volta do atacante Marcelinho Paraíba ao time. Mauro Galvão segue se recuperando das dores no tendão de Aquiles, mas está confirmado e deve treinar com bola na quinta-feira.O Grêmio espera um Corinthians ofensivo, empurrado pela torcida, apesar da vantagem de jogar pelo empate. "O torcedor só vai aceitar o empate nos 10 minutos finais", acredita Paulo Paixão. "Talvez a gente possa causar surpresa, já que o Corinthians é o favorito."A expectativa gremista é repetir a façanha do título da Copa do Brasil de 97, conquistado diante do Flamengo, no Maracanã, com um público contrário de 100 mil pessoas.

Agencia Estado,

12 de junho de 2001 | 19h23

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