Sergio Neves/AE
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Palaia nega golpe e diz que pregará união no Palmeiras

'O presidente Belluzzo passou o cargo para mim e sabia de tudo o que aconteceu', afirma o dirigente

AE, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 21h25

Salvador Hugo Palaia falou pela primeira vez nesta quinta-feira de maneira oficial como presidente interino do Palmeiras. E o novo mandatário máximo do clube tentou fugir ao seu estilo polêmico. Substituto do presidente eleito Luiz Gonzaga Belluzzo, que ficará de licença médica até novembro, Palaia negou que tenha tentado dar um golpe político ao realizar mudanças drásticas na diretoria de futebol.

 

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"Não foi golpe, nem traição, muito menos vingança. O presidente Belluzzo passou o cargo para mim e sabia de tudo o que aconteceu. O Seraphim Del Grande também sabia, pois tínhamos jantado na noite anterior. Eu gostaria muito que o Seraphim participasse do conselho gestor e o Cipullo também", disse Palaia, que viu os ex-diretores Seraphim Del Grande e Gilberto Cipullo não aceitarem o convite para participar do conselho criado por ele, assim como Genaro Marino.

Mesmo com a saída dos ex-aliados de Belluzzo, que segue internado após realizar uma cirurgia cardíaca, Palaia confia que unirá os rivais políticos do clube. "Eu vou pregar a união no Palmeiras. Tenho uma vontade imensa de pacificar o clube. A salvação neste momento é todos estarem unidos e pensarem em um Palmeiras maior. Gostaria de chamar os opositores para participar das nossas ações. Neste conselho gestor, todos terão participação. Vamos gerir o futebol de maneira democrática", garantiu.

Palaia também negou vá fazer uma administração contraditória à de Belluzzo. "Não tenho intenção nenhuma de mudar o que o Belluzzo plantou. O que vai mudar é a gestão administrativa. Nossa meta é democratizar o clube, ouvirei a todos e o bom senso prevalecerá", comentou o dirigente, que já foi diretor de futebol do time em 2006.

O presidente interino só não conseguiu fugir das polêmicas quando comentou sobre a situação financeira do Palmeiras. Segundo Palaia, ele vai tirar o quanto for preciso de dinheiro do seu bolso para ajudar o clube. "Pode ter certeza que deixaremos o clube em condições muito melhores", afirmou. "Se tiver de colocar a mão no bolso para pagar o elenco, eu colocarei até o bolso furar."

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