Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Palco de jogo do Brasil é conhecido como 'capital dos terremotos'

Concepción sofre com tremores de alta intensidade

ALMIR LEITE E GONÇALO JÚNIOR, ENVIADOS ESPECIAIS A CONCEPCIÓN, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2015 | 11h13

Localizada na segunda maior região metropolitana do Chile, polo industrial e também estudantil, Concepción, onde o Brasil enfrenta o Paraguai neste sábado, pode ser considerada a "capital mundial dos terremotos". Alguns dos sismos mais fortes de que se tem registros ocorreram na cidade que atualmente conta com 229.665 habitantes, de acordo com o último censo, realizado em 2012.

Concepción, por exemplo, sofreu os efeitos do chamado Sismo de Valdivia, ocorrido em 22 de maio de 1960. A tragédia que deixou cerca de 6 mil mortos atingiu, segundo registros de autoridades chilenas, 9,57 pontos, o maior em escala. O tremor foi seguido de um tsunami que chegou ao Havaí, ao Japão e também nas Filipinas, deixando mortos e feridos também naquelas regiões.

A cidade foi fundada em 1550 num local diferente de onde está atualmente. A mudança de região aconteceu depois do abalos de 1730 e 1751, sendo que este alcançou 8,5 pontos na escala Richter e destruiu a cidade, que ainda não havia se recuperado totalmente do sismo ocorrido 21 anos antes. Por isso, Concepción foi refundada em outra região.

Na época, a população acreditava que os terremotos eram um castigo dos deuses. Mas os geólogos garantem que ocorrem porque a região fica numa "lacuna sísmica".

A mudança de local não foi suficiente para livrar Concepción dos terremotos. Além de vários com intensidade menor, há registros de tremores de grande magnitude em 1835 e, mais recentemente, em 2010. Este último ocorreu na madrugada de 27 de fevereiro, com epicentro no Oceano Pacífico, causou destruição de prédios e casas, incêndios e quase mil mortes.

O abalo atingiu 8,8 pontos e, segundo estudos de universidades dos Estados Unidos, moveu a cidade de lugar. Teve reflexos em várias cidades chilenas e é considerado o segundo pior que assolou o país, ficando atrás apenas do de 1960. E até os dias atuais é possível ver reflexos do terremoto nas ruas e construções da cidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.