Felipe Rau/ Estadão Conteúdo
Felipe Rau/ Estadão Conteúdo

Abel Ferreira ganha título de cidadão paulistano por conquistas no Palmeiras

Data para entrega da honraria pela Câmara Municipal ao técnico português ainda não foi definida

Marcos Antomil, especial para o Estadão

27 de abril de 2022 | 18h57

Abel Ferreira tem um novo título no currículo. O técnico do Palmeiras já pode ser considerado cidadão paulistano. A concessão do título foi confirmada nesta quarta-feira pela Câmara Municipal de São Paulo. Há pouco mais de dez dias, o treinador havia assinado um documento dando anuência ao projeto.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL), de autoria do vereador Toninho Vespoli (PSOL), foi aprovado pelo conjunto de parlamentares da cidade de forma unânime. A data da entrega do título ainda não foi confirmada. O técnico palmeirense deve abrir algum espaço em sua apertada agenda de jogos e treinamentos para participar da cerimônia de recepção do título.

Nascido em Penafiel, no norte de Portugal, Abel Ferreira não havia conquistado títulos como treinador de futebol profissional até chegar ao Brasil para treinar o Palmeiras. Aos 43 anos, o treinador renovou seu vínculo com o time alviverde para permanecer no comando técnico da equipe até 2024.

Em pouco mais de um ano no comando técnico do Palmeiras, Abel Ferreira acumulou os troféus da Libertadores (2020 e 2021), Copa do Brasil (2020), Recopa Sul-Americana (2022) e Paulistão (2022).

De acordo com o vereador Toninho Vespoli, a concessão do título ao português é motivada não somente pelos títulos conquistados, como também pela relevância e notoriedade que a cidade de São Paulo ganha com um clube local vencendo importantes competição nacionais e internacionais.

O vereador foi alvo de algumas críticas por idealizar o projeto. Ele se defende, argumentando que o futebol tem sua relevância social resguardada e faz parte da cultura do município.

"Apesar de algumas críticas que recebi por conta de ter protocolado esse título, quero destacar que a Câmara prevê a entrega dessas honrarias e isso em nada atrapalha o meu trabalho diário. O futebol faz parte da nossa cultura, não dá para ignorar, certo? É inegável que ao longo do tempo teve a elitização, alta no preço dos ingressos, mas isso é papo para outro momento", destacou Toninho Vespoli, em contato com a reportagem do Estadão.

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