Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Palmeiras abre guerra contra a FPF e promete jogo duro nos bastidores

Clube se vê prejudicado depois de derrota na final do Campeonato Paulista e estuda tomar atitudes

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2018 | 07h00

O encerramento do Campeonato Paulista marcou o início de uma briga para o Palmeiras. Insatisfeito com a arbitragem da final contra o Corinthians, o clube começou uma guerra contra a Federação Paulista de Futebol (FPF), com boicote, possíveis ações nos bastidores e o pedido de alguns conselheiros para não utilizar o time titular na próxima edição do Estadual. Houve ainda um comunicado oficial com exigências de novidades para o próximo ano.

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O presidente Maurício Galiotte iniciou a revolta ao atacar a competição no domingo, ao chamar de campeonato "manchado" e de "Paulistinha". O estopim para a revolta foi a decisão do árbitro Marcelo Aparecido de Souza de marcar um pênalti a favor do Palmeiras e depois cancelar a marcação, após conversa com o quarto árbitro. A equipe questiona uma possível interferência externa sobre o lance.

O clube, porém, pode ir além de somente criticar. Internamente o Palmeiras analisa uma forma de marcar uma posição política nos bastidores e evidenciar o descontentamento. Por enquanto o gesto mais claro foi o de não ir à festa da noite desta segunda para a entrega do prêmio dos melhores do Campeonato Paulista. 

A equipe colocou oito jogadores na seleção dos melhores e Roger Machado foi apontado como o melhor treinador. Nenhum deles compareceu à cerimônia, em um gesto organizado pelo clube para demonstrar descontentamento.

Procurada, a FPF afirmou que não iria se manifestar sobre os protestos do Palmeiras. A entidade também não pretende, inicialmente, abrir um procedimento disciplinar para punir Galiotte pelas duras críticas feitas no domingo.

MANIFESTO

Dentro do Palmeiras um grupo de 14 conselheiros quer atitudes mais enérgicas contra a FPF. Em carta que será entregue ao presidente na tarde desta terça-feira, eles pedem para o Palmeiras inscrever na competição em 2019 somente atletas das categorias de base, romper relações com a FPF e fiscalizar a atuação dos árbitros nos jogos do time com a gravação de vídeos.

O documento pede que membros do Palmeiras se afastem de possíveis cargos na FPF para não haver conflito de interesses. Caso não queiram tomar essa decisão, que renunciem ao mandato no conselho do clube. 

A principal plataforma do manifesto é para o clube utilizar somente jogadores da base no próximo Estadual. A proposta, no entanto, esbarra no contrato de transmissão de TV. O acordo em vigor rende ao Palmeiras cerca de R$ 20 milhões e exige a utilização dos principais jogadores nas partidas da competição.

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