Palmeiras ameaça time com "peneira"

Marco Aurélio resolveu apelar para o truque que deu resultado no semestre passado no Palmeiras. O treinador e o diretor de futebol Américo Faria deram um aviso aos jogadores em tom de ameaça: a partir do clássico deste domingo, começa uma peneira para ver quem tem condições de ficar para disputar a Libertadores da América. A diretoria está investindo em jogadores colombianos: depois de acertar o empréstimo do atacante Muñoz do Nacional de Medellin, o clube está perto de fechar com Córdoba, lateral esquerdo do Deportivo, também de Medellín. Os jogadores que não estão rendendo deverão ser fixados como reservas, como é o caso de Magrão. O primeiro a ser testado de forma definitiva será Daniel. Por mais que tenha indicado a contratação do lateral da Ponte Preta e tenha tido toda a paciência com ele, Marco Aurélio resolveu ter uma conversa definitiva sobre seu futuro no Palmeiras. "Ele me falou que eu preciso reagir, mostrar que tenho condições de jogar por um clube grande. Eu já havia passado pelo Corinthians e não fiquei. Ele foi claro e disse que eu não poderia baixar a cabeça por causa dos nossos torcedores que me perseguem por eu haver jogado no Parque São Jorge. E a oportunidade de ouro é contra o Corinthians. Tenho certeza de que vou jogar bem e sepultar de vez essa história de que sou corintiano", diz o jogador. Se Daniel não se firma, a diretoria pretende renovar ainda na segunda-feira com Neném e negociar o atleta que veio da Ponte. O Flamengo já está interessado. "Nós não podemos mais errar. Nossa equipe não pode mais mostrar insegurança. Temos campeonatos ainda mais importantes pela frente. Os atletas precisam estar firmes, passar confiança ao treinador e à torcida. Um clássico contra o Corinthians reabilita qualquer equipe. Está na hora de jogarmos futebol porque até agora só vieram vexames", desabafa Galeano. Sair do ?vexatório - Marco Aurélio está atento à marca talvez mais vexatória do time. Nas sete partidas que o time disputou esse ano o ataque ainda não conseguiu marcar um gol. "Isso é ruim. Nós bem que tentamos, mas não tivemos sorte. Sempre na hora de concluir tem acontecido alguma coisa. Sei que fica difícil para as pessoas entenderem, mas acontece. Precisamos ter um pouquinho mais de sorte", avalia Juninho. "Eu tentei de todas as formas, mas a bola não entrou. Olha que criar chances nós criamos", avalia o jovem Reinaldo. Mudança - Mas o treinador cansou das desculpas da dupla. E analisando o comportamento da lenta defesa corintiana diante do ataque do Fluminense, Marco Aurélio optou por colocar Basílio, desde o início da partida. Ele atuará ao lado de Juninho, que pode não saber chutar a gol mas pelo menos corre. "Estou entrando agora com ansiedade. Sei que o Palmeiras precisa demais dessa vitória. O Corinthians é o nosso grande adversário em São Paulo. Tenho certeza de que, se vencermos, acabará essa história de crise. Vou jogar como sempre fiz, usando muita velocidade. O Alex acertará seus lançamentos e poderei ser útil", aposta Basílio. Ele entrará no lugar de Reinaldo. Na defesa, com a suspensão de Argel - que está vivendo péssima fase -, o Palmeiras repetirá a fórmula de deixar três zagueiros à frente de Sérgio: Galeano, Gilmar e Thiago Matias. "Nós temos de marcar muito forte e ter atenção demais com o ataque corintiano. Não será nada fácil. Mas o jogo será importante para mostrar que com esse esquema poderemos brigar por vitórias e ainda ter a defesa bem protegida", assegura Gilmar, que será o líbero. No meio-de-campo, Marco Aurélio ficou entre Claudecir e Magrão e optou pelo recém-contratado. "Eu não queria disputar a posição com o Magrão. Nós sempre jogamos bem juntos. No Palmeiras a pressão está maior do que eu esperava. Tenho de reagir porque sei que não estou conseguindo mostrar nem a metade do que fazia no São Caetano. Mas também tem uma coisa: só joguei meio tempo na minha verdadeira posição", reclama Claudecir. A diretoria reforçou o esquema de segurança para o clássico de domingo. Em caso de derrota, Marco Aurélio pode perder seu emprego. Mas pelo menos os jogadores não apanharão dos torcedores.

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