Palmeiras animado para o Brasileirão

O primeiro coletivo de Juninho Paulista no Palmeiras deu ao técnico Candinho pelo menos uma certeza. Se a diretoria cumprir sua promessa e trouxer mais três ou quatro reforços de ponta, o Palmeiras tem tudo para entrar no grupo dos favoritos no Campeonato Brasileiro.Ao contrário do que imagina a própria torcida palmeirense, muitos dos jogadores atuais que ainda não se firmaram no time, devem crescer muito de produção com a chegada dos ´cobras´. Candinho chegou até a usar o Corinthians como exemplo. "Quem falava do Betão, do Edson, do Rosinei, antes da chegada do Tevez, do Roger, do Gustavo Nery? Ninguém. Até vocês da imprensa não botavam fé nos garotos. E veja como eles estão jogando hoje. Com o Palmeiras deve acontecer a mesma coisa, depois que a diretoria trouxer mais três ou quatro cobras".Enquanto esses cobras não vêm, Candinho vai se virando com o que tem. Para o jogo de domingo, contra o Rio Branco, em Americana, ele terá de escalar sua equipe sem cinco titulares: Magrão, Osmar, Ricardinho e Pedrinho, contundidos, além de Glauber, machucado. Isso sem falar no recém-contratado Juninho Paulista, que ainda não pôde foi inscrito em nenhuma competição pelo Palmeiras."Claro que se você joga sem cinco titulares, a qualidade da equipe não é a mesma. Mas você tem que saber conviver com esse tipo de dificuldade. No nosso caso, tem um aspecto positivo: os que forem escalados, jogarão com motivação extra. Terão a chance de mostrar serviço, provar que podem continuar no Palmeiras", diz Candinho.Candinho se referiu principalmente a Warley e a Adriano Chuva, que fizeram a dupla de ataque no time titular. O time para enfrentar o Rio Branco também foi praticamente definido no treinamento em Itu: Marcos; Correia, Daniel, Nen e Lúcio; Claudecir, Marcinho, Alceu e Diego Souza, além da dupla ofensiva. "Só se houver um problema de última hora farei alguma mudança. Até porque minhas opções, hoje, são modestas, com tantos jogadores em recuperação", avisa o treinador.Quanto ao desempenho de Juninho Paulista no treinamento desta sexta, nem o próprio técnico esperava mais. Depois de enfrentar a burocracia de uma transferência da Escócia para o Brasil, o atacante ainda treinou em período integral, ao contrário de seus companheiros. Enquanto os demais descansaram pela manhã, Juninho fez musculação e ainda trabalhou fisicamente pela manhã. "Ele não estava com a corda toda e nem poderia. Afinal, ele chegou aqui, fez musculação hoje cedo e não estava tão inteiro como os outros jogadores. Mas você percebe no seu toque de bola e por sua inteligência, que é um jogador diferenciado. E que veio para dar qualidade ao Palmeiras", anima-se o treinador.Depois de falar com a imprensa dois dias consecutivos, Juninho não conversou com os jornalistas nesta sexta. Mas ele continuou sendo o centro de todas as atenções. Ficou evidente o bom relacionamento com os novos companheiros. Ganhou até um apelido: Gigante. Na véspera, tinha sido chamado de branquelo. "Isso é bom", sintetiza Candinho. "Sinal que ele (Juninho) se encaixou rapidamente aqui. Aliás, isso não é novidade. Mesmo como adversário, ele sempre foi um jogador leal. E tudo isso pesa quando você chega a um clube".A estréia de Juninho deve ocorrer só na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, dia 23, contra o São Caetano, no estádio Bruno José Daniel, em Santo André. O jogo será fora do Anacleto Campanella porque o São Caetano perdeu um mando de jogo e ainda terá de jogar com os portões fechados.

Agencia Estado,

08 de abril de 2005 | 19h09

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