Fábio Leoni|Ponte e Cesar Greco|Agência Palmeiras
Fábio Leoni|Ponte e Cesar Greco|Agência Palmeiras

Palmeiras aposta em Borja para dar fim ao jejum contra a Ponte, de Pottker

Equipe de Campinas tem sido a pedra no sapato do time alviverde

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2017 | 07h00

A vitória da Ponte Preta sobre o Santos, nos pênaltis, não representou um alívio para palmeirenses, que teriam um rival teoricamente mais fraco na semifinal. Embora se livrasse de um grande do estado, o time de Eduardo Baptista vai encarar um oponente igualmente indigesto. A Ponte Preta é uma pedra no sapato.

Nos últimos cinco duelos, foram três vitórias do time de Campinas e dois empates. Em 2017, os rivais já se enfrentaram duas vezes. Na primeira, um amistoso no Allianz Parque terminou 2 a 2. Em fevereiro, a equipe alviverde – já classificada – perdeu por 1 a 0. “É um time que é muito forte ali dentro (Estádio Moisés Lucarelli). Fomos para lá neste ano e perdemos. Temos de fazer algo a mais do que fizemos lá para ganhar”, disse o técnico do Palmeiras, Eduardo Baptista.

O Palmeiras superou a Ponte pela última vez em julho de 2015. Na ocasião, a equipe viajou até Cuiabá (MT) e festejou um 2 a 0 pelo Campeonato Brasileiro, com gols do atacante Dudu. Em Campinas, o último triunfo foi em abril de 2013, em encontro do Campeonato Paulista.

O colombiano Borja é a principal esperança ofensiva, embora tenha feito apenas quatro gols no torneio estadual. “Uma hora vai acontecer de nós vencermos. É outro momento da competição. Temos tudo para fazer uma grande apresentação em Campinas e conquistar um resultado positivo”, disse o atacante.

Favorito à conquista do título paulista e dono da melhor campanha da competição, o Palmeiras chega à semifinal com a obrigação de vencer o rival que avançou em quarto lugar na classificação geral. Hoje, somadas todas as fases, a diferença entre os dois clubes é de seis pontos (31 a 25). Mesmo assim, o treinador prega cautela. “É um rival que se fecha bem, temos de rodar a bola, fazê-la girar rápido e ficar atentos aos contra-ataques.”

Essa preocupação se reflete na escalação. O treinador pretende repetir a equipe que venceu o Peñarol por 3 a 2 pela Libertadores com apenas uma mudança, não confirmada. Recuperado de fissura no pé direito, Jean poderá ser escalado no lugar de Fabiano. A principal dúvida é a recuperação de Alejandro Guerra.

O desgaste físico e emocional do jogo da Libertadores levou a comissão técnica a modificar a programação. Os jogadores foram liberados para passar a sexta-feira com as famílias e ontem almoçaram em casa antes da concentração.

CAJÁ

A Ponte Preta chega como zebra. Único do interior entre os classificados, o time de Gilson Kleina só ganhou relevo na competição depois de derrotar o Santos nos pênaltis. A meta inicial era se firmar como a quinta força estadual. Nesse contexto, existe também uma grande diferença de investimentos entre os adversários de hoje. A folha salarial da Ponte Preta (R$ 1,8 milhão) é um quinto da palmeirense (R$ 10 milhões).

Depois de converter o pênalti decisivo na semifinal, Willian Pottker será novamente a referência ofensiva. Ele é vice-artilheiro do Paulistão com oito gols. Sem poder contar com o meia Xuxa, que chegou do Mirassol e não pode ser inscrito, a Ponte deposita suas fichas na volta de Renato Cajá. Mas o meia ainda está se recuperando de lesão muscular e, por isso, não tem presença confirmada.

FICHA TÉCNICA

PONTE PRETA X PALMEIRAS

PONTE PRETA: Aranha; Jeferson, Marllon, Yago e Reynaldo; Fernando Bob, Elton, Wendel (Renato Cajá) e Lucca; Willian Pottker e Clayson. Técnico: Gilson Kleina

PALMEIRAS: Fernando Prass; Fabiano (Jean), Edu Dracena, Mina e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê, Guerra (Keno) e Willian; Borja e Dudu. Técnico: Eduardo Baptista

ÁRBITRO: Marcelo Aparecido Ribeiro Souza

LOCAL: Moisés Lucarelli, em Campinas

HORÁRIO: 16h

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