Palmeiras aposta na ?Bombonera Verde?

O plano do Palmeiras para chegar à final da Libertadores da América é simples. Depois do empate em 2 a 2 diante do Boca Juniors em Buenos Aires, na quinta-feira, os jogadores sentiram que o time argentino é muito mais fraco do que era no ano passado. E todos acreditam que com os palmeirenses transformando o Parque Antártica na ´Bombonera´ verde, a vaga será conquistada para mais uma decisão do torneio sul-americano."Nas finais da Libertadores no ano passado, nós empatamos em 2 a 2 com o Boca Juniors e perdemos o título no Morumbi. O estádio do São Paulo é muito frio, distante. Desta vez vamos jogar contra eles no Parque Antártica. Lá a pressão será enorme a nosso favor. Pelas forças dos times, aposto que desta vez, vamos eliminá-los. Porque muita gente no Brasil disse besteira, que iríamos tremer na Bombonera, taí o resultado", resumia, confiante, Alex, que marcou seu nono gol contra equipes argentinas na quinta-feira."Conseguimos um bom resultado aqui em Buenos Aires e agora cabe ao torcedor do Palmeiras cumprir a sua parte. A hora de mostrar paixão e amor ao clube é agora, enchendo o Parque Antártica e transformando o estádio na nossa Bombonera. Se isso acontecer, as nossas chances de chegar à final aumentam muito", avalia Celso Roth."De uma maneira clara ficou provada a força do nosso grupo. Viemos para a Argentina para enfrentar de igual para igual o Boca. Ficamos na frente duas vezes no placar. Além de personalidade, mostramos que o grupo está crescendo na hora certa. Com essa força psicológica que adquirimos, acredito na classificação na nossa casa", acredita Arce.Havia muita revolta contra o árbitro paraguaio Ubaldo Aquino que marcou o pênalti inexistente de Alexandre em Barijho. "Eu estava de costas, quando ele pulou em cima de mim e caiu. Esse argentino já tinha feito isso duas vezes. O árbitro não agüentou a pressão e marcou o pênalti. Foi um absurdo. Pior que eu joguei bem ´pra burro´ e vou ficar marcado por esse lance. Nessas horas dá vontade de deixar de ser zagueiro e jogar tênis, onde não se encosta no adversário e não é preciso enfrentar juiz com medo de torcida", desabafa o zagueiro.Outro motivo de irritação foi o gol de empate do Boca. "Eu fui definido para marcar o Riquelme. Acho que fui muito bem. Ele é o melhor jogador do Boca. Na única vez que ele conseguiu ganhar a primeira dividida e eu estava para me recuperar, acabei trombando com o Felipe.Ele se aproveitou e deu o gol para o Barijho. Mas saio confiante, sabendo que posso marcá-lo novamente e bem", dizia Galeano. O choque com Felipe provocou um inchaço no olho esquerdo do volante que marcou o meia.Marcos que outra vez jogou muito bem, fazendo grandes defesas, só tinha uma preocupação: "Não podemos cair no clima do ´já ganhou´. No ano passado, muita gente já tinha até soltado os fogos, apostando na vitória da Libertadores. Esse time do Boca é traiçoeiro demais jogando fora de casa. A experiência ruim no ano passado me ensinou a ter cautela. O resultado foi bom aqui na Argentina, mas eu não quero passar pelo vexame de ser eliminado na nossa casa novamente. Se atacarmos desordenadamente os argentinos, nós perderemos em São Paulo. A empolgação não pode dominar o nosso grupo", dizia.A preocupação de Marcos tem fundamento. Nesta Copa América, o Boca conseguiu 80% de aproveitamento fora de casa. Venceu o Cobreloa por 1 a 0, o Oriente Petrolero por 1 a 0, o Junior Barranquila por 3 a 2, e o Vasco da Gama por 1 a 0. Só perdeu para o Deportivo Cali, por 3 a 0. Em compensação, o Palmeiras tem 87% de efetividade no Parque Antártica: venceu o Universidad do Chile por 2 a 1, o Sport Boys por 3 a 0, o Cerro Porteño por 5 a 2, o São Caetano por 1 a 0 e empatou com o Cruzeiro por 3 a 3. "Por esses resultados, eu não estou feliz com o empate na Bombonera. Eu coloquei o time para vencer e acredito que poderíamos ter ganho o jogo. O Boca é muito prático quando atua no campo adversário", diz Roth. O treinador não terá Fernando expulso no próximo jogo. Felipe sentiu uma fisgada na panturrilha esquerda e deverá fazer exames médicos para sentir se pode ou não jogar na revanche decisiva.

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