Palmeiras arranca empate em Brasília

Palmeiras conquistou um empate neste sábado à noite, contra o Brasiliense, por 1 a 1, em Taguatinga, na estréia no Campeonato Brasileiro da Série B. Vágner, que entrou em lugar de Zinho no segundo tempo, marcou o gol a dois minutos do final. O resultado amenizou o clima de tensão que rondava o Parque Antártica, mas não escondeu a fragilidade do time dirigido por Jair Picerni. ?Vibrei muito para desabafar. Agora teremos uma partida em casa (contra o América de Natal, sábado que vem) e a chance de conquistar um bom resultado. O empate valeu, foi obtido fora de casa. Tivemos atitude. Conversamos no intervalo e mudamos nossa maneira de atuar?, resumiu Vágner. ?Fiz um gol chorado, mas foi gol?, disse. A epopéia palmeirense na Segunda Divisão começou às 19h17. Quando o surrado ônibus que conduziu a delegação estacionou no portão de entrada do estádio Serejão, os jogadores desceram em fila indiana e entraram rapidamente no acanhado vestiário protegidos por meia dúzia de seguranças. O semblante carregado era visível. Marcos demonstrava nitidamente estar contrariado. Magrão sorria amarelo para os radialistas locais, ávidos por uma palavra. Curiosamente, o único a falar foi o presidente Mustafá Contursi. Econômico nas colocações, jurou que não vai ceder às pressões para deixar o cargo. ?Mas fiquei chocado com a derrota por 7 a 2 para o Vitória?, admitiu, ainda abalado com o resultado de quarta-feira. Envergonhados, os jogadores evitaram até mesmo se aquecer dentro de campo. O único que se arriscou foi Marcos, mas não foram necessários nem cinco minutos para se irritar com a provocação da torcida e retornar ao vestiário. O desprezo da torcida também era evidente. Menos de 1 mil palmeirenses espalhavam-se pelas arquibancadas com o repertório decorado: ?O Mustafá, vai se f...., o Palmeiras não precisa de você.? A revolta aumentou logo aos cinco minutos de jogo. Iranildo abriu o placar para o Brasiliense cobrando falta. Marcos, que já havia falhado na quarta-feira, colaborou armando mal a barreira e nem se mexeu. Depois o goleiro salvou a equipe em lances capitais e desceu para o intervalo revoltado com os jornalistas e expondo seu descontrole. ?Só falta vocês falarem agora que eu sou o responsável por tudo de ruim que acontece aqui.? Mais uma vez, o Palmeiras não tinha quem levasse a bola para o ataque. Zinho errava passes seguidos e sobrecarregava os companheiros de meio-de-campo. A bola não chegava e Muñoz e Thiago Gentil eram obrigados a voltar para buscar o jogo. O time viveu de chutes de fora da área. Magrão quase marcou de falta aos 20 minutos. Só 19 minutos depois o goleiro Donizete voltou a ser acionado em chute de Marcinho, que teve uma estréia razoável. Antes do fim do primeiro tempo, Túlio desperdiçou uma grande chance para o time da casa na frente de Marcos. Nos 45 minutos finais, o Palmeiras foi mais ofensivo. Com Anselmo e Vágner em lugar de Muñoz e Zinho, o time permaneceu a maior parte do tempo com a bola e chegou ao empate. A insistência e a garra da equipe foram premiadas no final. Marcos, mais calmo, resumiu: ?O time apareceu para jogar e chegou ao empate no segundo tempo. O resultado foi justo.? Ficha Técnica: Brasiliense: Donizeti; Lucianinho, Gilson, Batata e Djalminha; Deda, Carioca, Iranildo (Marquinhos) e Paulo Isidoro; Maurício (Wellington Dias) e Túlio. Técnico: Reinaldo Gueldini. Palmeiras: Marcos; Adãozinho, Denis, Leonardo e Marquinhos; Alceu, Marcinho, Magrão e Zinho (Vágner); Muñoz (Anselmo) e Thiago Gentil. Técnico: Jair Picerni. Gols: Iranildo aos 5 minutos do primeiro tempo; Vágner aos 43 do segundo tempo. Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG). Cartão amarelo: Deda, Muñoz e Denis. Local: Taguatinga.

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