Palmeiras avança na Libertadores

A torcida compareceu ao Palestra Itália e apoiou o time. O técnico Celso Roth colocou Basílio, Tuta, Juninho e Muñoz em campo. O São Caetano jogou desde os 17 minutos do primeiro tempo com dez jogadores. O gol do Palmeiras, no entanto, saiu somente aos 37 minutos do segundo tempo, em uma bela jogada do baixinho Muñoz. Na disputa por pênaltis, o zagueiro Serginho desperdiçou sua cobrança. Deu Palmeiras: 5 a 3. Foi sofrido, mas o time de Celso Roth conseguiu a classificação para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Nas duas próximas quartas-feiras, respectivamente no Palestra Itália e no Mineirão, o time enfrentará o Cruzeiro, dirigido por Luiz Felipe Scolari, técnico campeão da Libertadores pelo Palmeiras em 1999 e vice em 2000. "Esse é o tipo de vitória que fortalece o time", disse o lateral Arce, autor do último gol de pênalti. Também marcaram Alex, Tuta, Lopes e Felipe. Pelo São Caetano marcaram Márcio Griggio, Nelsinho e Daniel. O São Caetano poderia ter decidido o jogo nos primeiros minutos. O time do ABC surpreendeu ao adiantar o meio-de-campo e pressionar o Palmeiras. Com isso, criou seis oportunidades de gol em 12 minutos. Em duas delas, Marcos salvou o time: aos 8 minutos, fechou o ângulo e evitou que Fabinho fizesse o gol. Aos 12, Wagner chutou próximo à entrada da pequena área. Marcos desviou a bola. O Palmeiras conseguiu equilibrar o jogo graças a um erro do experiente Aílton. Aos 17 minutos, o meia do São Caetano desentendeu-se com o Magrão e deu um tapa no volante do Palmeiras. Foi expulso, o que obrigou o técnico Jair Picerni a trocar o atacante Sinval pelo meia Esquerdinha. Para piorar, César sentia dores no tornozelo direito desde a metade do segundo tempo. O clima foi tenso para o Palmeiras durante todo o primeiro tempo. Celso Roth atendeu parcialmente aos apelos da torcida e iniciou o jogo com Juninho no ataque. Basílio ficou na reserva e Tupã não ficou nem no banco de reservas. O gesto não diminuiu a insatisfação dos torcedores com o técnico. Com menos de 30 minutos de jogo, Roth era chamado de "burro" e ouvia o coro de "Tuta, Tuta". O técnico palmeirense resolveu arriscar tudo no segundo tempo. No intervalo, Roth trocou Magrão por Muñoz e Fábio Júnior por Tuta. Marcos entrou em campo pedindo o apoio da torcida. Alex repetiu o gesto. O time pressionava, mas os laterais Arce e Felipe, duas das principais armas do time, jogavam abaixo de suas possibilidades. Roth continuou arriscando. Aos 18 minutos, trocou Juninho por Basílio. A torcida vaiou a substituição. Com sua velocidade, Juninho vinha armando boas jogadas, mas chutava mal. Mesmo com um jogador a mais, o time não conseguia chegar ao gol. Uma das melhores chances criadas foi um chute de Arce no ângulo direito, em cobrança de falta. Silvio Luiz fez a defesa. Os primeiros torcedores começavam a deixar o estádio quando Muñoz entrou com a bola dominada pela direita, driblou Serginho e Daniel e chutou forte, sem defesa para Silvio Luiz. Eram passados 37 minutos.

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