Palmeiras B traz taça-símbolo na mala

O Palmeiras, representado por seu time B, foi protagonista, nos últimos dias, de uma história digna de filme americano. Depois de abandonar o campo na final do Torneio IFA Shield, disputado na Índia, por causa de uma briga generalizada com os jogadores do East Bengal, equipe local, no domingo, o grupo foi até uma loja de Calcutá - cidade-sede da decisão - e comprou uma taça para simbolizar a conquista do título.A alegação dos palmeirenses é a de que o time foi o campeão, pois vencia por 1 a 0, gol do atacante Reinaldo, quando o jogo foi interrompido e, posteriormente, cancelado. A organização do campeonato definirá nos próximos dias para quem dará o título. "Preferíamos ter a taça verdadeira, mas, como não foi possível, estamos levando ao Brasil uma simbólica", declarou Martín da Silva, empresário que viajou com a delegação e trabalhou como porta-voz do clube na Índia. "Acreditamos que fomos os campeões."Conforme antecipou a Agência Estado, jogadores de Palmeiras e East Bengal iniciaram uma pancadaria após falta violenta do zagueiro Marcão em Jackson Egygopong, por volta dos 35 minutos do primeiro tempo. Atletas reservas e as comissões técnicas invadiram o campo para participar da ?guerra?. Policiais foram obrigados a intervir, mas acabaram batendo nos brasileiros. Inconformados, os torcedores passaram a atirar objetos no gramado. O Palmeiras abandonou o campo e o juiz P. Bhaskar encerrou a partida, deixando que o caso fosse decidido pela Associação Indiana de Futebol. Segundo Martín da Silva, oito jogadores do Palmeiras se machucaram na confusão. Quatro indianos também se deram mal.Prêmio - A delegação desembarca nesta quarta-feira pela manhã no Aeroporto de Cumbica carregando o troféu simbólico. Pelo regulamento da competição, o campeão teria direito a um prêmio de US$ 15 mil, além do troféu e das medalhas. Nada, contudo, foi entregue, porque o time paulista não foi declarado campeão. Sebastião Lapola, diretor de futebol do Palmeiras, afirmou, nesta terça-feira, que deverá encaminhar o caso à Fifa e pedir os US$ 15 mil a que o clube teria direito. "É claro que vamos tomar providência; esse dinheiro seria dividido entre os jogadores que disputaram o torneio", contou. Lapola prefere, no entanto, esperar que os jogadores e a comissão técnica cheguem ao País para relatar com detalhes tudo o que ocorreu na Índia.Embora estivesse representado por jogadores do time B, o Palmeiras foi a grande sensação do torneio. Os organizadores usaram o nome da equipe brasileira para atrair público ao IFA Shield, que ocorre há 107 anos. A delegação estava na Índia desde o dia 20 de setembro. Nesta terça-feira, o grupo seguiu de Calcutá para Zurique, na Suíça, onde passou o dia antes de retornar ao Brasil. Curiosamente, os palmeirenses encontraram Paulo Rogério Amoretty, advogado que esteve na sede da Fifa para defender o Palmeiras. Ele tenta recuperar o passe de alguns jovens atletas que "sumiram" do clube e se transferiram para o exterior sem dar nenhuma explicação.

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