Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Palmeiras bate Corinthians nos pênaltis e vai à final

Brilha a estrela de Prass, que pega as cobranças de Elias e Petros

VÍTOR MARQUES, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015 | 18h40

Em um jogo que valeu a expressão "clássico", o Palmeiras derrotou o Corinthians, nos pênaltis, em Itaquera. e garantiu lugar na final do Campeonato Paulista. Fernando Prass defendeu cobrança de Petros que fechou a série em 6 a 5, após empate de 2 a 2 no tempo normal. O goleiro do Palmeiras correu em direção à torcida e celebrou o resultado heroico, o primeiro grande revés do Corinthians em sua nova casa e a primeira final do Palmeiras após a chegada do técnico Oswaldo de Oliveira.

Por ironia, o Corinthians, então dono da melhor do campanha do Estadual, foi eliminado no campeonato sem ter sido derrotado nos 90 minutos nenhuma vez. A classificação deu moral ao Palmeiras. A vaga à final já pode ser considerada um divisor de águas para a equipe entre 2014 e 2015. O Corinthians sucumbiu ao cansaço e ao fato de dividir as atenções em duas competições. Quarta-feira, o time, já classificado, volta a campo e enfrenta o São Paulo pela Libertadores. A final do Paulistão serão em duas partidas, de ida e volta.

O clássico no Itaquerão foi disputado do começo ao fim. O Corinthians virou o placar no primeiro tempo porque, mesmo após levar o primeiro gol, manteve o foco e permaneceu mais tempo com a bola. Já o Palmeiras abdicou do jogo por alguns minutos. Victor Ramos, de cabeça, marcou aos 14 minutos. Depois, durante todo os 45 minutos iniciais, o time de Oswaldo de Oliveira recuou e viveu de uma só jogada: contra-ataque puxado por Dudu.

Explorar a deficiência de Fagner era, sim, uma saída, mas não poderia ter sido a única. O resultado parcial poderia ter sido outro se o árbitro Thiago Duarte Peixoto respeitasse a lei de vantagem, de modo que Gabriel sairia sozinho na frente de Cássio. O jogo, no entanto, foi paralisado. Foi o maior erro do juiz.

Dali em diante, o árbitro perdeu o controle. Passou a ser pressionado por ambos os lados. Dali em diante também, o Corinthians tomou o controle do clássico e marcou dois gols em dez minutos, aos 34 e aos 44. Danilo escorou de cabeça falta cobrada por Jadson. Ele teve a tranquilidade necessária para, livre de marcação, empatar. O segundo gol do Corinthians, marcado por Mendoza, expôs uma outra falha do Palmeiras, a falta de pegada no meio de campo. O time de Oswaldo jamais ganhava a segunda bola. Todas as divididas caiam nos pés dos rivais.

Foi assim que a bola voltou ao domínio de Mendoza. O colombiano, que se destaca pela velocidade, disparou, sem marcação, em direção ao gol. Estava tão fácil que arriscou de longe e surpreendeu Fernando Prass: 2 a 1.A atuação de Vagner Love, cercada de expectativa por ser a primeira contra seu ex-clube, foi apagada - como já havia sido na última quinta-feira, contra o San Lorenzo. Está claro que ele só é titular em situações como a deste domingo, quando Tite não tinha Guerrero e Emerson Sheik.

SEGUNDO TEMPO

Com Cleiton Xavier no lugar de Lucas, o Palmeiras cresceu no segundo tempo. Jogou mais no campo e na área do Corinthians. Só custou a empatar a partida por azar. Cleiton Xavier recebeu cruzamento de Valdivia e ficou a um palmo de marcar. Dudu carimbou a trave de Cássio. O Palmeiras já era melhor.

A triangulação entre esses três palmeirenses se tornou a melhor arma do time de Oswaldo e deu sinais de que Valdivia, Cleiton Xavier e Dudu podem jogar juntos quando os três estiverem 100% fisicamente.Oswaldo sabia dos riscos e deu o contra-ataque ao Corinthians, mas foi corajoso. E houve ao menos duas chances para ampliar o placar para 3 a 1.

O Palmeiras chegou empate com méritos. Rafael Marques, bem posicionado no segundo pau, cabeceou cruzado, sem chance para Cássio. Era o empate. O gol reforçou um problema que tem se repetido na defesa corintiana. A bola área passou a ser fatal. Os dois gols do Palmeiras foram pelo alto. A zaga não se entende nem tem cobertura.

O Corinthians terminou o tempo normal extenuado, ainda que Renato Augusto e Elias, poupados, tivessem entrado só no segundo tempo. O Palmeiras estava inteiro, querendo vencer no tempo normal. Nos pênaltis, Elias e Petros erraram suas cobranças. No Palmeiras, só Robinho, o primeiro a cobrar, desperdiçou chance. Brilhou Fernando Prass, que defendeu a cobrança derradeira de Petros, enquanto Elias desperdiçou a chance de liquidar a fatura ao também ser parado pelo goleiro palmeirense.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 (5) X 2 (6) PALMEIRAS

CORINTHIANS -

Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique (Petros), Jadson (Renato Agusto) e Danilo; Mendoza e Vagner Love (Elias).

PALMEIRAS - Fernando Prass; Lucas (Cleiton Xavier), Victor Ramos, Jackson e Wellington (Kelvin); Gabriel, Arouca, Robinho e Valdivia (Gabriel Jesus); Dudu e Rafael Marques. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

GOLS - Victor Ramos, aos 14, Danilo, aos 34, Mendoza, aos 44 do primeiro tempo; Rafael Marques, aos 30 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Thiago Duarte Peixoto.

CARTÕES AMARELOS - Lucas, Fagner e Felipe.

RENDA - R$ 3.194.302,50.

PÚBLICO - 38.457 pagantes

LOCAL - Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).

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