Palmeiras busca reconhecimento do Mundial de 1951

Por centenário, dossiê entregue para a Fifa em 2006 será reexaminado pela entidade após pedido de Marco Polo Del Nero

O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2014 | 18h11

Em meio à disputa do maior torneio de futebol no Brasil, quem finalmente pode ter a chancela da Fifa de Campeão do Mundo é o Palmeiras. No ano de seu centenário, que será celebrado no dia 26 de agosto, os cartolas do clube trabalham nos bastidores para que Joseph Blatter, presidente da entidade, finalmente reconheça a Taça Rio de 1951 como título mundial de clubes.

A história é antiga. Em 2006, durante a gestão do ex-presidente Affonso della Monica, o Palmeiras produziu um dossiê completo sobre o torneio disputado em 1951. Com reportagens da época, o documento comprova o caráter “mundial” da competição, disputada por oito clubes – Áustria Viena (Áustria), Estrela Vermelha (Iugoslávia), Juventus (Itália), Nacional (Uruguai), Nice (França), Sporting (Portugal), Vasco da Gama e Palmeiras (Brasil).

O clube decidiu o título contra a Juventus. Na primeira partida, venceu por 1 a 0 no Pacaembu. No segundo jogo, com mais de 150 mil torcedores no Maracanã, o Verdão segurou o 2 a 2 com a equipe italiana e sagrou-se campeão do torneio.

Em maio de 2007, o Palmeiras chegou a celebrar a homologação da conquista – o clube havia recebido um fax da Fifa com a informação, em documento assinado por Urs Linsi, ex-secretário-geral da entidade. Contudo, na época a Fifa protelou a decisão e informou que o clube ainda não poderia se considerar como campeão do mundo.

Reviravolta. O Palmeiras não se deu por vencido. Como parte das celebrações do centenário do clube, a diretoria pediu a ajuda para ninguém menos do que Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e que irá assumir o comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2015. Del Nero é amigo pessoal de Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, e intercedeu diretamente aos principais executivos da Fifa para que o comitê executivo da entidade reconsiderasse o caso, reexaminasse o dossiê e desse, enfim, a honraria ao clube.

No Palmeiras, o assunto é tratado com sigilo – nenhum cartola do clube aceitou falar sobre o assunto na manhã deste sábado, 21 de junho, durante o velório de Oberdan Cattani. Entrelinhas, contudo, os diretores esperam o reconhecimento até o dia do centenário Alviverde. 

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