Palmeiras: caminho livre para Edmundo

Edmundo está no colo do Palmeiras. O atacante rescindiu nesta sexta-feira seu contrato com o Urawa Reds, do Japão, e deve retornar ao Brasil segunda-feira. A volta ao Parque Antártica depende apenas da aprovação do presidente Mustafá Contursi, que em dezembro havia fechado um acordo com o jogador.Aos 31 anos de idade, Edmundo decidiu deixar o Japão depois de uma série de problemas. Vistos negados para os passaportes da família, falta de acordo no pagamento de comissões ao empresário na transferência ao Urawa e assuntos pessoais o levaram a voltar ao Brasil.?A rescisão do contrato já está certa, falta apenas definir se o clube vai exigir uma compensação financeira para liberar o atleta?, disse Luizinho Siano, procurador de Edmundo. O atacante disputou apenas duas partidas pelo Urawa Reds, ambas na Copa Nabisco. Antes mesmo do início da temporada, havia comunicado ao técnico Hans Ooft seu desejo de vir embora.?Ele me disse que sua intenção era deixar o clube. É uma lástima, mas obrigá-lo a permanecer aqui quando deseja sair poderia ter um efeito negativo na equipe?, contou Takaji Mori, presidente do clube japonês.Para ter Edmundo, Takaji Mori havia feito um acordo muito acima da média do que se paga no futebol brasileiro: U$ 1,9 milhão por um ano de contrato. Foi com essa proposta que o dirigente conseguiu convencer o atacante a assinar com o Urawa. Os japoneses agiram rapidamente. Assediaram Edmundo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no final de dezembro, quando o jogador se dirigia ao Parque Antártica para assinar contrato por R$ 100 mil mensais.Empresários próximos a Edmundo garantiram nesta sexta-feira que seu retorno ao Palmeiras está muito próximo. Basta Mustafá oferecer o mesmo dinheiro do acordo que havia sido fechado no final do ano passado. O presidente tem o aval da torcida e de conselheiros para fechar a contratação.O Vasco também tem interesse no atacante. O problema é uma dívida de R$ 15 milhões que Edmundo cobra do clube carioca na Justiça. O presidente Eurico Miranda só faz negócio se o atacante retirar a ação, com o que Edmundo não concorda.

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