Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras completa dois meses sem semana livre e lamenta falta de tempo

Partidas e viagens deixam time com pouco tempo para treinar e alteram rotina de preparação para os jogos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2017 | 11h00

Na última vez em que o Palmeiras teve uma semana para se preparar para um jogo o Campeonato Brasileiro não havia começado, a Copa Libertadores ainda estava na fase de grupos e o técnico Cuca aguardava a reestreia. Já se passaram dois meses desde que o time iniciou a série de duas partidas disputadas por semana e a agenda lotada tem dificultado a preparação.

"A gente não tem tempo para treinar. Nosso tempo é dentro de uma sala de hotel, com um quandro de botões mexendo para lá e para cá", afirmou o atacante Willian. Desde 14 de maio, quando goleou o Vasco por 4 a 0 pela primeira rodada do Brasileiro, o Palmeiras fez 17 jogos, com compromissos sempre no meio e no fim da semana por três competições diferentes. Além do Brasileiro, o time disputa a Copa do Brasil e a Libertadores.

A série vai continuar no mesmo ritmo pelo menos até 13 de agosto. Nas duas semanas seguintes o Palmeiras só terá compromissos às quartas-feiras se passar pelo Cruzeiro nas quartas de final da Copa do Brasil. A folga mais prolongada, portanto, só viria na virada do mês de agosto para setembro, quando o calendário terá uma pausa para a disputa de duas rodadas das Eliminatórias.

O técnico Cuca tem trabalhado com o elenco sem poder comandar treinos mais exigentes. A análise do desgaste dos atletas tem norteado algumas escalações e boa parte da preparação para os jogos tem sido com reuniões e conversas. Na última semana, por exemplo, a viagem ao Equador para jogar a Libertadores deixou o elenco somente com um dia para trabalhar antes de enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão, pelo Brasileiro.

Em comparação com o Corinthians, adversário do clássico de quarta-feira, o Palmeiras tem encarado um calendário mais apertado. Desde o início do Brasileiro, por exemplo, o Alviverde não teve uma semana cheia para treinar. Já o clube do Parque São Jorge, por outro lado, conseguiu usufruir de três semanas livres, propiciadas principalmente pela eliminação precoce na Copa do Brasil, diante do Inter.

"Às vezes o nosso torcedor e a imprensa questionam nosso rendimento e não vão entender isso (a falta de tempo). Apesar de termos um grupo qualificado, isso atrapalha", disse o atacante Willian.

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