Palmeiras confiante no novo sistema

Pela primeira vez sob o comando de Estevam Soares, o Palmeiras vai jogar com três zagueiros. Na teoria, a escalação de Daniel, Nen e Gabriel sugere um esquema defensivo para enfrentar o Juventude, neste domingo, às 18 horas em Caxias do Sul. Na prática, porém, Estevam imagina uma resposta ofensiva muito melhor de sua equipe. "Se o time jogar como treinou, tem tudo para alcançar um grande resultado em Caxias, mesmo com todas as dificuldades que o Palmeiras terá de enfrentar diante de um adversário forte como o Juventude", assinala o treinador palmeirense. No coletivo de sexta-feira a sintonia da equipe chegou a surpreender. Além de reforçar o sistema defensivo com três zagueiros de boa qualidade, os laterais ficaram mais soltos e o volante Magrão assumiu a responsabilidade de jogar como um autêntico meia. Além disso, a qualidade nas saídas de bola melhorou. O time passou a ter duas boas alternativas para sair jogando: com Gabriel pela direita ou com Nen pela esquerda. "Os dois são eficientes nesse quesito", observa o técnico. "E claro que se você tiver uma saída de jogo mais qualificada, a bola vai chegar ao meio-de-campo e ao ataque com maior qualidade. Isso sem falar que teremos dois jogadores na frente (Osmar e Pedrinho) e mais dois meias chegando, além dos próprios laterais." Outra novidade será a presença de André Rocha na direita. O lateral ganhou a disputa pessoal com Correia e teve a sua escalação confirmada pelo técnico. Estevam Soares tem plena confiança no jogador de apenas 20 anos. "Se ele jogar como treinou, estarei satisfeito. Já deu para sentir que ele é um sujeito determinado, que tem personalidade." André encara a chance com surpreendente naturalidade. Criado na periferia da zona sul de São Paulo, o jogador traz na bagagem um histórico de dificuldade. Profissionalmente, também enfrentou problemas. Há quatro meses estava desempregado e sem perspectivas no futebol. Há três meses, disputava a Série C do Campeonato Brasileiro pela Portuguesa Santista. Agora, estréia em um time grande. Não há razões para tremer. "Duro é estar desempregado e sem perspectivas", sintetiza o lateral, que tem contrato com a Portuguesa Santista até 2005.

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