Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Palmeiras consegue um pouco de paz com 'reforços do presidente'

Cristaldo e Allione ganharam moral nos últimos jogos

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2016 | 07h00

Com ajuda fundamental dos argentinos Allione e Cristaldo, o Palmeiras consegue ter um pouco de paz após dois resultados positivos - 2 a 0 sobre o Rosario Central e 4 a 1 no Capivariano. Os dois jogadores têm muito mais em comum do que a nacionalidade. Ambos foram contratados com dinheiro do presidente Paulo Nobre e por muito pouco não deixaram o clube no início da temporada.

Os dois jogadores chegaram ao Palmeiras em 2014, por indicação do técnico Ricardo Gareca. O meia Allione custou US$ 2,75 milhões (R$ 6 milhões) e veio do Vélez Sarsfield, enquanto Cristaldo defendia o Metalist-UCR, de onde saiu por US$ 3,5 milhões de dólares (R$ 8 milhões).

Com muitas dificuldades financeiras, o clube recorreu a empréstimos feitos pelo presidente Paulo Nobre para contratar alguns atletas, entre eles, a dupla argentina. Entretanto, o dirigente resolveu abrir mão do retorno do dinheiro e em troca passaria a ter os direitos econômicos dos argentinos.

Embora tenham chegado cheio de moral, a dupla não conseguiu jogar tudo que se esperava e parecia estar fora dos planos do técnico Marcelo Oliveira para essa temporada, tanto que chegaram a ficar muito próximos de serem negociados. A

Allione chegou a acertar com o Rosario Central, mas o Palmeiras decidiu esperar o sorteio da Libertadores para liberá-lo. Coincidentemente, os argentinos caíram no grupo do time brasileiro e isso fez com que o acordo fosse desfeito, já que a diretoria palmeirense não queria reforçar um adversário direto na competição continental.

Quanto a Cristaldo, ele também conversou com clubes argentinos e europeus e o Rubin Kazan, da Rússia, entrou em contato com seus representantes dispostos a levá-lo. O problema, porém, é que o clube russo demorou para enviar a proposta oficial e as conversas não foram adiante. A expectativa é que uma nova negociação seja aberta no meio do ano.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.