Palmeiras dá vexame duplo e perde para o Cerro no Parque

No jogo mais tumultuado da Copa Libertadores da América, o já classificado Palmeiras perdeu por 3 a 2 para o Cerro Porteño no Parque Antártica na noite desta quinta-feira e terminou a primeira fase no segundo lugar do Grupo 7, com nove pontos. O líder da chave foi o Atlético Nacional, que foi à Argentina e surpreendeu o Rosario Central, ganhando por 2 a 1 e ficando com 10 pontos.Mais vergonhosa que a derrota, que tirou do Palmeiras uma invencibilidade de 25 partidas pela Libertadores em seu estádio contra times estrangeiros - foi a batalha campal que os dois times protagonizaram após o final do primeiro tempo e na volta para o segundo. O único dos 22 jogadores que não brigou, quem diria, foi o atacante Edmundo, que acabou sendo substituído logo depois por Emerson Leão.O primeiro erro do técnico palmeirense, porém, veio antes mesmo do início do jogo. Ele resolveu dar nova chance ao meia Ricardinho. Para isso, tirou do time o lateral-direito Amaral e escalou Paulo Baier no setor. O resultado da alteração foi o excesso de cadência no meio-de-campo. Em ritmo lento, a equipe não conseguia criar chances e foi dominada pelos paraguaios no primeiro tempo. O meia Salcedo assustou em duas ocasiões.A monotonia só foi quebrada com a discussão generalizada dos dois times na saída para o intervalo. O atacante Washington e o zagueiro Báez, que se provocaram o tempo todo, resolveram trocar tapas e quase todos os jogadores se envolveram na confusão. A exceção, para surpresa de muitos, foi Edmundo, que seguiu direto para o vestiário. Na volta para o segundo tempo, o árbitro boliviano René Ortubé expulsou Douglas e Báez. O zagueiro palmeirense foi empurrado pelo paraguaio, tentou revidar com um soco e iniciou uma verdadeira batalha campal. Mais uma vez, Edmundo foi um dos poucos que ficou inerte assistindo ao vexame.Os jogadores dos dois times chegaram a sair de campo, ameaçando continuar a briga no vestiário. Mas, aos poucos, os ânimos foram controlados e eles voltaram para o gramado. Ortubé não expulsou ninguém. Antes do início da etapa final, retardado em 10 minutos, Leão resolveu recompor a zaga trocando Edmundo, ironicamente o único brasileiro que não se envolveu na confusão, pelo volante Alceu. Resignado, o atacante deixou o campo com semblante fechado e foi direto para o vestiário, sem passar pelo banco de reservas.A bicicleta de Ricardinho na trave logo aos quatro minutos deu a falsa impressão que o Palmeiras voltaria diferente para o segundo tempo. Mas, seis minutos depois, Salcedo dominou, ajeitou a bola, acertou uma bomba no ângulo e abriu o placar para o Cerro, evidenciando a sonolência dos brasileiros. Mais seis minutos e Ávalos, de cabeça, marcou o segundo, aumentando o desespero dos quase 11 mil pagantes que foram ao Parque Antártica.Leão ainda trocou Ricardinho por Enílton, mas o Palmeiras só diminuiu aos 37, com Marcinho, após receber belo passe de Marcinho Guerreiro. A esperança durou apenas dois minutos: Ávalos empurrou Alceu na área e tocou por cima de Sérgio. O árbitro, complacente, validou o gol.Aos 42, o árbitro marcou pênalti sobre Enílton. Marcinho bateu, Barreto espalmou e o atacante marcou de cabeça no rebote. Ainda assim, muito pouco para um time que, apesar de se considerar "nota 5", sonha em calar a boca dos críticos.

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