Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE

Palmeiras dá vexame e cai na Sul-Americana

Equipe paulista leva a virada do Goiás dentro do Pacaembu lotado, vê sonho da vaga na Libertadores acabar e fica com o futuro incerto para a próxima temporada

ANDRÉ RIGUE, estadão.com.br

24 de novembro de 2010 | 23h43

Fracasso! Uma palavra resume toda a temporada do Palmeiras, que terminou na noite desta quarta-feira de forma vexatória. Em jogo dramático no estádio do Pacaembu lotado, o alviverde paulista foi derrotado pelo rebaixado Goiás por 2 a 1 e acabou eliminado na semifinal da Copa Sul-Americana. O time esmeraldino agora pegará o ganhador do confronto entre Independiente e LDU, que se enfrentam na noite desta quinta-feira. No primeiro duelo, vitória do time equatoriano por 3 a 2.

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A derrota no Pacaembu compromete todo o futuro do Palmeiras, que dava como certa a vaga na final da Sul-Americana - havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0 no Serra Dourada. Com a vida política fervendo (eleições acontecerão em janeiro), o alviverde paulista terá de se reorganizar todo para a próxima temporada. Até mesmo a manutenção do técnico Luiz Felipe Scolari está indefinida devido ao seu alto salário.

 

Nesta quinta-feira, Luiz Gonzaga Belluzzo deve retornar ao cargo de presidente no lugar de Salvador Hugo Palaia. Os dirigentes devem se reunir para discutir o que fazer para 2011. O time não tem mais chances de classificação no Brasileirão e deve escalar os reservas diante do Fluminense neste domingo em Barueri.

 

Dentro de campo. Apesar da eliminação, o Palmeiras começou um pouco melhor na partida. Felipão pediu para o time sufocar o Goiás desde os primeiros minutos. Com o apoio da torcida, o alviverde se lançou ao ataque. Aos 13 minutos do primeiro tempo, Tinga recebeu bola de Kléber e soltou uma bomba. Harlei deu um leve desvio e a bola bateu na trave direita.

 

O Palmeiras quase abriu o marcador aos 18 minutos do primeiro tempo com Lincoln, que arriscou chute de fora da área, mas parou na defesa de Harlei. O Goiás também deu sustos e mandou uma bola no travessão de Deola quatro minutos depois, em chute de Rafael Moura.

 

Somente aos 34 minutos do primeiro tempo o Palmeiras conseguiu abrir o marcador. Em bela jogada, o volante Edinho fez lançamento preciso para o atacante Luan. O camisa 21 invadiu a área em velocidade e soltou uma bomba, em chute cruzado. Harlei pulou, mas a bola morreu no fundo das redes e fez o Pacaembu explodir.

 

Os torcedores do Palmeiras esperavam uma tranquilidade maior após o gol. Porém o Goiás conseguiu empatar aos 47 minutos do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Marcelo Costa acertou a trave. A zaga do alviverde cochilou, a bola retornou à área e Carlos Alberto completou para o gol. A bola bateu em Tinga e enganou Deola.

 

Empolgado com o gol, o técnico Arthur Neto foi para o ataque no segundo tempo e colocou o atacante Felipe na vaga de Douglas, abrindo mão do esquema com três zagueiros. A mudança fez o Palmeiras recuar e o Goiás levou muito perigo nos primeiros 15 minutos da etapa final em cruzamentos na área. A zaga palmeirense teve dificuldades para se restabelecer.

 

Os jogadores do Palmeiras também ficaram nervosos e passaram a cometer mais erros na etapa final. Aos 30 minutos, Lincoln levantou a bola na área e a zaga do Goiás se atrapalhou. Kléber pegou o rebote, dominou e teve espaço para bater. Mas o atacante não pegou bem e a bola foi à esquerda de Harlei.

 

O que os palmeirenses tanto temiam aconteceu aos 37 minutos da etapa final. Em cruzamento de Marcão pela linha de fundo, Rafael Moura tocou de cabeça e Ernando completou para o fundo das redes em liberdade. Um gol que fez os palmeirenses no estádio gritarem em coro ao final do jogo: "time sem vergonha".

  PALMEIRAS 1 - Deola; Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga (Ewerthon) e Lincoln (Dinei); Luan e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

 

  GOIÁS 2 - Harlei; Rafael Toloi, Ernando e Marcão ; Douglas  (Felipe), Amaral, Carlos Alberto, Marcelo Costa e Wellington Saci; Rafael Moura e Otacílio Neto (Jonilson). Técnico: Arthur Neto.

 

Gols - Luan, aos 34, e Carlos Alberto, aos 47 minutos do primeiro tempo; Ernando, aos 37 minutos do segundo tempo; Árbitro - Heber Roberto Lopes; Público - 36.410 (total); Renda - R$ 711.429,00; Local - Estádio Pacaembu, em São Paulo (SP)

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