Cesar Greco/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras

Palmeiras defende sua história em jogo decisivo na nova arena

Clube do técnico Dorival Junior precisa ganhar do Atlético-PR para evitar vexame histórico de ser rebaixado no ano do centenário

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2014 | 07h00

No ano do centenário do clube, todos esperavam que o Palmeiras estivesse tranquilo neste domingo, em ritmo de férias para encarar o Atlético-PR, às 17h, na sua nova arena. Mas, por diversos erros de seus dirigentes e jogadores, a partida desta tarde se torna a mais importante do ano e, pior, não vale título. Pelo contrário. O Alviverde luta para não ser rebaixado pela terceira vez no Brasileirão. Pelo menos, a equipe só depende das próprias forças.

O presidente Paulo Nobre tem o hábito de falar uma frase para todos os jogadores que chegam ao clube: "Honrem muito essa camisa". Nunca o seu pedido foi tão necessário. Para se manter na elite nacional, basta o Palmeiras vencer. Se empatar, tem de torcer para o Vitória não derrotar o Santos, no Barradão. Até com uma derrota o Palmeiras se salva. Desde que Vitória e Bahia – que visita o Coritiba – não vençam seus jogos. 

Mas, por tudo que o torcedor sofreu ao longo do ano, ninguém no clube cogita a possibilidade de depender de terceiros. "Temos de pensar no nosso jogo. Não importa o que vai estar acontecendo nas outras partidas", avisou o técnico Dorival Júnior, que tem grandes chances de fazer sua última partida no comando da equipe, seja qual for o resultado.


Para tentar evitar um desastre, a diretoria e comissão técnica fizeram de tudo nas últimas semanas, em um movimento mais de desespero do que realmente acreditar que possa fazer a diferença. Uma das mudanças foi fechar os treinamentos e vetar entrevistas que não fossem coletivas. 

Antes do jogo muita coisa foi discutida e especulada. Desde que o Atlético-PR "entregaria" o jogo para prejudicar o Vitória, por causa de problemas judiciais que os clubes discutem, até possíveis brigas entre jogadores e a comissão técnica. 

O Ministério Público ainda tentou tirar a partida do Allianz Parque, por entender que o local é de alto risco, e o Atlético-PR abriu mão dos ingressos que tinha direito por receio de problemas com a torcida.

O fato é que a semana, que tinha tudo para ser de paz e o jogo se tornar um grande amistoso de luxo, virou uma das decisões mais importantes do Palmeiras nos últimos anos. 

Diferente das quedas de 2002 e 2012, o Palmeiras fará o jogo de sua vida pela primeira vez em casa, que ainda cheira à tinta. Mais uma vez, a torcida prepara uma grande festa e, como fez ao longo do campeonato, deve apoiar o time do início ao apito final, quando o resultado definirá se virão palmas ou vaias das arquibancadas. 

PROBLEMAS

Com toda essa pressão nas costas, Dorival Júnior resolveu esconder o time, mas sabe que não tem muito o que criar de diferente. A tendência é que a base seja a mesma que enfrentou o Internacional na última rodada, com desfalques importantes. Marcelo Oliveira sentiu dores na coxa esquerda e foi vetado. Tobio, com dores na coxa direita, é dúvida. 

A ausência mais sentida é a de Valdivia. O chileno, que desfalcou o time diante do Internacional e conseguiu atuar apenas 45 minutos contra o Coritiba, treinou normalmente até quinta-feira, quando voltou a sentir dores na coxa esquerda e passou a ser dúvida. 

Sem ele, a desconfiança em cima do time é ainda maior, mas cabe a Dorival Júnior e seus comandados "honrarem a camisa" e darem ao torcedor palmeirense um fim de ano digno.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS X ATLÉTICO-PR

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Nathan, Lúcio e Victor Luis; Gabriel Dias, Renato,Wesley e Mazinho (Valdivia); Diogo e Henrique. Técnico: Dorival Júnior.

ATLÉTICO-PR: Weverton; Mário Sérgio, Dráusio, Léo Pereira e Lucas Olaza; Otávio, Paulinho Dias, Nathan e Marcos Guilherme; Douglas Coutinho e Dellatorre. Técnico: Claudinei Oliveira.

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) 

Local: Arena do Palmeiras

Horário: 17h

Transmissão: Globo, Band e SporTV

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