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Palmeiras derrota Portuguesa por 4 a 3

Inédito na história do futebol. Envergonhada, a torcida palmeirense reverenciou o árbitro Tadeu Bosco da Cruz. Como a maioria não sabia o seu nome, gritou: ?Juiz..., Juiz..., Juiz...." ao final da partida deste sábado, no Parque Antártica. O Palmeiras venceu a Portuguesa, por 4 a 3, chegou à liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, com 32 pontos ganhos, mas sobrou uma certa frustração pela participação da arbitragem no resultado. Tadeu e seus dois auxiliares foram decisivos na vitória palmeirense. Mais do que marcar dois pênaltis discutíveis contra a Portuguesa, o árbitro mandou que as duas cobranças fossem repetidas após duas belas defesas do goleiro Gléguer. Além disso, nos acréscimos, permitiu que o jogo prosseguisse por 40 segundos além dos três estipulados por ele mesmo. No primeiro tempo o Palmeiras mostrou que não precisava da arbitragem para vencer. O time de Jair Picerni dominou o adversário e chegou com facilidade aos 2 a 0. Adãozinho fez 1 a 0, de pênalti, aos 9 minutos.Precisou bater duas vezes. Além disso, a falta em Edmílson não ficou tão clara assim. A bem da verdade, o Palmeiras merecia até mais do que um gol de vantagem. Era superior à Portuguesa. Confirmou isso aos 25, fazendo 2 a 0, por intermédio de Pedrinho. Aliás, a jogada toda foi uma maravilha. Thiago Gentil tocou para Lúcio, na esquerda. O lateral avançou em velocidade e cruzou para trás. Pedrinho bateu firme e fez 2 a 0. O Palmeiras caminhava para uma goleada quando Marcos foi surpreendido, aos 30 minutos. Marcos Denner arriscou de fora da área, o goleiro palmeirense demorou para pular e acabou levando o gol: 2 a 1. Logo em seguida, aos 33, outra surpresa: Ricardo Lopes soltou uma bomba no ângulo direito de Marcos e deixou tudo igual: 2 a 2. No segundo tempo, Jair Picerni foi chamado de ?burro? quando substituiu Pedrinho por Muñoz e Thiago Gentil por André. Já a Portuguesa, com a troca de Muller por André Luiz, foi outra equipe. Se defendeu melhor e contra-atacou com perigo. Aos 30 minutos, numa descida rápida pelo meio, Marcos Denner virou o placar: 3 a 2. O Parque Antártica virou um ´caldeirão´. A torcida palmeirense empurrando o seu time, a Portuguesa se defendendo como podia. Num chute de Magrão de fora da área, a bola bateu no braço de Sérgio Manoel. O árbitro marcou pênalti. André bateu, Gléguer defendeu. Tadeu Cruz mandou voltar. Enfim, André bateu de novo e deixou tudo igual: 3 a 3. O Palmeiras continuou pressionando. Tadeu Cruz deu três minutos de acréscimo. O tempo se esgotou e o árbitro deixou o jogo correr até Daniel marcar o quarto gol do Palmeiras, aos 49 minutos. Por isso foi reverenciado ao final do clássico.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2003 | 18h55

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