Palmeiras desencanta e faz 5 a 1

O Palmeiras conseguiu, pela primeira vez, uma goleada na temporada e, sem dificuldades, avançou para a segunda fase da Copa do Brasil. O time fez 5 a 1, nesta quarta-feira, no Palestra Itália, diante do frágil Operário-MT, que contribuiu bastante para o resultado. A boa apresentação dos paulistas no segundo tempo não foi capaz de amenizar a irritação do torcedor, que protestou bastante contra o presidente Mustafá Contursi. O próximo adversário na competição será o Criciúma-SC. A equipe do técnico Jair Picerni entrou em campo carregando o favoritismo. Além de enfrentar um rival sem tradição e que está em crise, ainda contava com a vantagem do empate, pois no primeiro confronto, em Várzea Grande, havia vencido por 1 a 0. Mesmo assim, o treinador mostrava, antes da partida, preocupação. Em sua opinião, o elenco ficou abatido com a eliminação para o Corinthians no Campeonato Paulista. Picerni fez uma modificação no meio-de-campo. Tirou Zinho, que não vinha jogando bem, para pôr Pedrinho. Índio e Leonardo retornaram à zaga. O desempenho palmeirense no primeiro tempo foi preocupante e a histórica desclassificação para o ASA, de Arapiraca, na primeira fase da Copa do Brasil de 2002, veio à memória do torcedor. Mas não passou de um susto. Além de ter jogado bem na segunda etapa, contou com a ajuda do adversário. O atacante Muñoz foi o destaque do confronto. O primeiro gol da partida saiu justamente de seus pés. Logo no início, cobrou escanteio e Sérgio Müller marcou contra. A partir daí, o Palmeiras mostrou nervosismo, começou a errar muitos passes e a dar chance para o Operário, que conseguiu empatar, com Paulo Vinício, de cabeça. Os torcedores, que já estavam nervosos, começaram a fazer coro contra a diretoria. Exibiam cartazes pedindo reforços e a saída de Mustafá: ?Cadê o time forte? Foi só promessa?? A torcida organizada Mancha Alviverde distribuiu um manifesto, no Palestra Itália, ?exigindo a contratação de jogadores de nível?. O preparador físico Walmir Cruz foi um dos criticados pela uniformizada. O diretor de Futebol Fernando Gonçalvez garantiu que a equipe será reforçada, mas deixou claro que dificilmente chegarão jogadores de ponta, que custem muito dinheiro ao clube. No segundo tempo, o Palmeiras voltou a impor respeito e mostrou que manda na sua casa. Fez mais quatro gols e poderia ter marcado pelo menos outros três. Muñoz foi o autor do segundo, depois de driblar o goleiro Alexandre Júnior. Paulo César, contra, Pedrinho, de pênalti, e Claudecir, aproveitando falha incrível de Alexandre Júnior, completaram a goleada. Ficha Técnica: Palmeiras: Marcos (Sérgio); Neném (Pedro), Índio, Leonardo e Marquinhos (Adalto); Corrêa, Adãozinho, Claudecir e Pedrinho; Muñoz e Thiago Gentil. Técnico: Jair Picerni. Operário-MT: Alexandre Júnior; Paulo César, Paulo Vinício e Carlão; Chiba, Edno, Áureo, Edmar e Toni (Edson Nascimento); Provatti e Sérgio Müller. Técnico: Gilmar Ferreira. Gols: Sérgio Müller (contra) aos 6 e Paulo Vinício aos 26 minutos do primeiro tempo; Muñoz aos 2, Paulo César (contra) aos 9, Pedrinho (pênalti) aos 16 e Claudecir aos 17 do segundo. Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG). Cartão amarelo: Adãozinho, Paulo César, Edno, Áureo e Edmar. Local: Palestra Itália.

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