Palmeiras desiste de Lúcio, diz empresário

O lateral-esquerdo Lúcio está fora do Palmeiras em 2004. Pelo menos é o que garantiu hoje o agente de jogadores, Oliveira Júnior, que representa o Ituano, após conversar com o presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi. A falta de acordo salarial teria gerado esta decisão dos dirigentes. "Quem não quer o Lúcio no Parque Antártica é o próprio presidente. Sinceramente, acho que o negócio furou de verdade", disse Oliveira em tom de visível contrariedade. Há uma semana os dirigentes tinham firmado um acordo em torno do atestado liberatório do jogador, algo em torno de US$ 1 milhão. A venda de 50% dos direitos só foi possível com a participação do empresário Juan Figger, que ficou com uma parte e a outra com o clube. O Ituano detém metade do atestado. "A intransigência do procurador de Lúcio (seu irmão Clécio) é que atrapalhou tudo", confirmou Oliveira Junior. Ele não quis revelar valores, mas considerou a pedida "um absurdo". Lúcio ganhava R$ 7 mil no Palmeiras e estaria querendo R$ 50 mil por mês, valor considerado elevado e fora dos padrões do clube. Além disso, Clécio estaria exigindo um valor como luvas alegando ser correspondente aos 15% sobre a transação, o que não existe mais. Antigamente o jogador recebia este percentual em caso de venda de seu passe. Lúcio teria alegado, entre outras coisas, que sua família é formada por 11 irmãos e que, no total, 31 pessoas dependem dele. O Palmeiras, porém, não abre mão de sua filosofia salarial. Como tem contrato com o Ituano até 2005, Lúcio será obrigado a se apresentar ao clube já na sexta-feira, dia 2 de janeiro. "Se não fizer isso ele estará desrespeitando seu contrato", comentou, muito irritado, Oliveira Júnior.

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