Palmeiras detona arbitragem, Federação e São Paulo

'Não queremos nem saber quem vai apitar, acabou a nossa paz', afirma o gerente Toninho Cecílio

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2008 | 20h20

O Palmeiras está revoltado com a Federação Paulista de Futebol (FPF), com a arbitragem do Paulistão e com o rival São Paulo. A semana que antecede o decisivo jogo da semifinal do campeonato estadual, domingo, no Palestra Itália, já começou quente. "Estamos no nosso limite", disparou Toninho Cecílio, gerente de futebol palmeirense.  Veja também: Vote: o gol de mão de Adriano foi intencional?   Vote: quem disputará a final do Paulistão?  Serviço: para quem vai ao clássico no Palestra Lista de árbitros para sorteio das semis do Paulistão não muda Ingressos esgotados para Palmeiras x São Paulo Roberto Carlos inicia tratamento no Palmeiras A reclamação principal ainda é em relação ao lance de Adriano, que usou o braço direito para marcar o primeiro gol da vitória do São Paulo, por 2 a 1, no clássico do último domingo. "Em todo jogo decisivo a arbitragem é pró São Paulo", acusou Toninho Cecílio. A bronca, no entanto, não pára por aí. E o Palmeiras já se protege contra o possível árbitro do próximo jogo - Rodrigo Braghetto, Wilson Luiz Seneme e José Henrique de Carvalho vão participar do sorteio da FPF na quinta-feira. "Estamos preocupadíssimos, não tem mais tranqüilidade aqui no Palmeiras", avisou Toninho Cecílio. "Não queremos nem saber quem vai apitar, acabou a nossa paz." Dos três árbitros pré-selecionados pela FPF, a preocupação maior dos palmeirenses é com José Henrique de Carvalho, que apitou Palmeiras 0 x 0 Santos e Palmeiras 1 x 0 Portuguesa neste Paulistão. Nos dois jogos, o time reclamou de uma perseguição do árbitro ao meia chileno Valdivia. "Ele sabe que teve problemas com a gente", contou Toninho Cecílio. O dirigente palmeirense também não poupou críticas à atitude do São Paulo, que desde antes da primeira partida da semifinal tem feito pressão nos árbitros. "O São Paulo meteu o pau na arbitragem. A gente apoiou os dez árbitros selecionados, respeitamos a escalação do Paulo César de Oliveira (o árbitro do último domingo) e aconteceu o que aconteceu", disse Toninho Cecílio. "Aprovamos e confiamos. Se o considerado melhor fez o que fez, o que esperar dos outros nove?" Nem a FPF saiu impune das declarações de Toninho Cecílio. De acordo com o dirigente, o Tribunal de Justiça Desportiva da entidade foi omisso quando o superintende do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, reclamou da arbitragem na partida entre os dois times na primeira fase da competição - vitória palmeirense por 4 a 1. "O que o Marco Aurélio falou da Federação depois dos 4 a 1 foi um absurdo. E o dr. Zago (Edison Zago), que é são-paulino (e procurador do TJD), o chamou para uma conversinha, para um cafezinho e ficou por isso. O Vanderlei (Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras), por muito menos, foi multado em 50 mil reais", protestou Toninho Cecílio. Com isso tudo, a guerra nos bastidores entre Palmeiras e São Paulo está armada. "O Marco Aurélio disse que o São Paulo está preocupado com a arbitragem de domingo. Também estamos. Essa semana não tem mais respeito. Vamos ter de passar por cima de tudo e de todos. Não vamos ficar mais ouvindo o São Paulo falar besteiras", avisou Toninho Cecílio. Mesmo porque, Marco Aurélio Cunha se defendeu das críticas e aproveitou para atacar Toninho Cecílio. "Ele está sendo boi-de-piranha. Falou isso porque alguém mandou. Pode apostar que, quando o Palmeiras perder, ele vai ser o primeiro a rodar", declarou o dirigente do São Paulo.

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