Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Palmeiras deve receber R$ 100 milhões em cinco anos por Allianz Parque

WTorre já tem diversos acordos firmados e uma parte vai para os cofres do clube

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2014 | 07h57

SÃO PAULO - O Palmeiras vive uma época de penúria, por isso enquadrar-se em uma política financeira austera é exigência fundamental para o próximo treinador, seja ele quem for. Ainda assim, existe no clube a esperança de dias melhores por causa da Allianz Parque

O Estado teve acesso a alguns contratos feitos pela WTorre, construtora responsável pela obra, e constatou que ela já arrecadou cerca de R$ 560 milhões. São R$ 300 milhões com naming rights, R$ 65 milhões com camarotes (apenas a metade foi vendida até o momento), R$ 95 milhões com estacionamento e catering (operação de alimentos e bebidas) e R$ 103 milhões com patrocínios diversos.

O Palmeiras receberá parte dessas receitas e já tem assegurados R$ 55 milhões – R$ 20 milhões cairão na conta nos primeiros cinco anos. Como ainda há muitos acordos a serem fechados, o valor deve aumentar até cinco vezes. Ou seja, o Palmeiras pode receber R$ 100 milhões em cinco anos, sendo R$ 20 milhões por temporada. Isso sem contar o dinheiro que será arrecadado com a venda dos ingressos das partidas, que será todo do clube.

A AEG, empresa que vai gerenciar o estádio, recebeu 25 consultas para a utilização do local (especialmente com shows e eventos corporativos). No total, 70 datas até junho de 2015 já estão reservadas para tais ações. NBA, UFC e Brasil Open de Tênis são alguns dos eventos programados para a arena.

Os R$ 20 milhões anuais que o Palmeiras deverá receber sairão basicamente da locação do estádio para shows, outros eventos, restaurantes e lojas. Neste caso, o clube ficará com 20% da receita líquida, valor que aumentará 5% a cada cinco anos. Na venda de camarotes, cadeiras e ações de patrocinadores, o aumento é o mesmo, mas o Palmeiras começará recebendo apenas 5%.

Nesta segunda-feira, teve início a instalação das cadeiras nas arquibancadas. O estádio terá 43.600 lugares e as obras deverão ser encerradas no fim de julho.

Principais acordos firmados pela WTorre (em reais):

Naming Rights: 300 milhões em 20 anos

Camarotes: 65 milhões em cinco anos (falta vender 50% dos camarotes)

Estacionamento e catering: 95 milhões em oito anos

Patrocinio master: 70 milhões em 4 anos (patrocínio de dois anéis de cadeiras, setores mais nobres do estádio). Brasil Kirim, Bradesco, Itaú e Fiat disputam para dar nome aos lugares

Outros patrocínios: 33 milhões nenhum deles com contrato superior a quatro anos (Acordos com Diletto, Siemens, Gocil, Villarta e JBL.

CONVERSAS COM LUXEMBURGO

Enquanto o estádio parece estar na reta final de construção, a diretoria continua a busca por um treinador. Vanderlei Luxemburgo ainda é o mais cotado. O técnico admitiu ontem, em texto divulgado em seu blog, que recebeu Omar Feitosa e José Carlos Brunoro, gerente de futebol e diretor executivo do Palmeiras, respectivamente, em sua casa, na última sexta-feira. Segundo o treinador, os dirigentes mostraram a ele a situação do clube e o que poderiam oferecer.

A ideia é pagar a Luxemburgo o mesmo que era pago a Gilson Kleina – cerca de R$ 300 mil mensais, mais bônus –, mas os dirigentes vão conversar com outros técnicos antes de bater o martelo, seja com Luxemburgo ou com qualquer outro profissional. Ney Franco, um dos que estavam na pauta, foi para o Flamengo. Amanhã, contra o Sampaio Corrêa, o time será dirigido novamente pelo interino Alberto Valentim.

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