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Palmeiras devia esta apresentação no Mundial para a torcida e agora vai brigar pelo título no sábado

Depois de ganhar por 2 a 0 do Al Ahly, time de Dudu e Raphael Veiga aguarda finalista entre Chelsea e Al-Hilal, que jogam nesta quarta

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2022 | 15h39

O Palmeiras está na final do Mundial de Clubes da Fifa. Depois de 1999, quando perdeu para o Manchester United, o time brasileiro terá nova chance de brigar pelo título que se tornou uma obsessão em sua história. Nesta quarta-feira, vai conhecer seu adversário para a partida de sábado, entre o Chelsea e o Al-Hilal. A vitória de 2 a 0 na semifinal diante do fraco Al Ahly foi construída com paciência, como alertava o treinador Abel Ferreira antes do confronto. O Palmeiras ficou com a bola e foi se soltando.

Tanto Palmeiras quanto Al Ahly mantiveram seus elencos, ou a  maior parte dos atletas, de uma edição para a outra, uma vez que se enfrentaram no ano passado, com vitória para o time do Egito nos pênaltis. Os dois treinadores também permaneceram no posto, o que só prova que a manutenção e o tempo para amadurecer são fundamentais para a realização de bons trabalhos. Abel teve seu contrato renovado e aceitou o desafio de voltar para o Mundial e conseguir ser melhor do que foi em 2021. Isso tem peso.

A torcida, em maior número no estádio, fazia a festa e mostrava confiança desde o apito inicial do árbitro. Com poucos minutos de bola rolando, o desenho do jogo já dava uma ideia de que o Palmeiras era mais time e que o rival jogaria na velocidade dos seus jogadores. Em nenhum momento antes do primeiro gol, ainda no primeiro tempo, de Raphael Veiga, o Al Ahly não deixava seu campo quando não estava com a bola. Ficar atrás da linha do meio de campo era uma determinação do seu treinador.

Aos poucos o Palmeiras foi ganhando confiança e alternando suas jogadas. Os atletas foram acreditando. A marcação era forte e atenta. Luan, questionado em outras decisões, foi firme e consciente. O meio de campo estava posicionado. A qualidade estava nos pés de Veiga e Dudu. Foi o camisa 7 que passou para o meia abrir o marcador. Depois, já no segundo tempo, Veiga retribuiu para Dudu aumentar a conta.

Tudo o que foi falado do Palmeiras antes da estreia se confirmou nos primeiros 90 minutos do Mundial de Clubes. Em Abu Dabi, os comandados de Abel estavam mais treinados, mais maduros, mais bem fisicamente, fortes mentalmente e bem orientados, bem diferente da edição anterior, quando ficaram em quarto lugar sem ganhar e sem marcar gol. O mundo viu um outro Palmeiras. Melhor do que Al Ahly, que, perdendo, começou a bater.

O Palmeiras devia esta apresentação para seus torcedores. Digo, no Mundial. Ganhar ou perder é uma outra história, que ainda será escrita nesta semana. Se tiver de enfrentar o inglês Chelsea, que perdeu para o Corinthians em 2012, no sábado, a pedreira vai ser maior. Se der Al-Hilal, suas chances aumentam. De qualquer modo, o importante para o Palmeiras era continuar na competição, alegrando seu torcedor, dando esperança a ele de poder festejar mais uma conquista.

O Mundial não deve ser a obsessão de um time, mas estar na competição e poder brigar por ela, deve. E é exatamente isso o que o Palmeiras vive. Esteve na disputa no ano passado e está novamente neste ano. Ganhar ou perder é uma situação de jogo, uma vez que o time está muito bem estruturado para jogar contra qualquer um.

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