Palmeiras, dividido, define novo presidente

Luiz Gonzaga Belluzzo disputa o cargo com Roberto Frizzo; 287 conselheiros votam a partir das 21 horas

Martín Fernandez, Jornal da Tarde

26 de janeiro de 2009 | 10h00

O futuro do Palmeiras será decidido nesta segunda-feira à noite por 287 conselheiros. Luiz Gonzaga Belluzzo, professor e economista, enfrenta Roberto Frizzo, advogado e comerciante, numa das eleições presidenciais mais disputadas da história do clube.Veja também:Luxemburgo prepara Palmeiras para semana complicada Blog Bate-Pronto: K9 chegou para brilharKeirrison brilha na vitória do Palmeiras sobre o Mogi Mirim Palmeiras usará reservas nos próximos jogos do Paulista Keirrison festeja gols, mas diz que ainda vai melhorar Ouça os gols do jogo pela Eldorado/ESPNEspecial: as armas dos times para o Paulistão 2009 Paulistão 2009 - Tabela e classificaçãoConfira as novidades do mercado do futebol Dê seu palpite no Bolão Vip do LimãoBelluzzo é o candidato da situação. Só aceitou concorrer depois de muita insistência. Ele foi o "nome de consenso" encontrado para concorrer com Frizzo. Até então, a ala situacionista estava rachada. Salvador Hugo Palaia, um dos vices na chapa de Belluzzo, queria ser candidato a presidente até outro dia.Frizzo é o homem da oposição, mas recusa o rótulo de candidato de Mustafá Contursi - presidente de 1993 a 2005 e até hoje um dos nomes mais influentes no clube. "Ele foi presidente durante 12 anos e eu não fui diretor dele por 15 minutos", declarou recentemente.A eleição de hoje opõe candidatos com ideias bem diferentes, sobretudo no que se refere ao futebol. Em visita ao Grupo Estado, Frizzo afirmou que seu nome preferido para comandar o time é "o do vizinho", em referência escancarada a Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, cujo centro de treinamento é colado ao do Palmeiras.Belluzzo, por outro lado, é fã declarado de Vanderlei Luxemburgo. Chegou a comparar o atual treinador do Palmeiras ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É um gênio, injustiçado pelas elites brasileiras."Além da comissão técnica, estão em jogo outras questões importantes para o futuro do clube. Belluzzo é um dos maiores defensores da nova arena, a ser erguida em parceria com a construtora WTorre. Frizzo, por outro lado, diz que é preciso "rever vários pontos" do acordo. A eleição que ocorre nesta segunda foi marcada após uma longa disputa de bastidores. O presidente Affonso Della Monica (que apoia Belluzzo) tentou ampliar seu mandato até o final deste ano. E foi derrotado nas duas tentativas: primeiro, pelo Conselho Deliberativo (que vota nesta segunda), e depois pela Assembleia de Sócios.Na semana passada, uma "denúncia" contra o vice de futebol Gilberto Cipullo - também candidato a vice-presidente na chapa de Belluzzo - tornou ainda mais tensa a situação política.Cipullo emprestou R$ 200 mil ao Palmeiras e recebeu a mesma quantia do empresário de jogadores Marcelo Ortiz, que devia o mesmo valor ao clube. Para o dirigente, alguém da oposição tentou prejudicá-lo.Frizzo argumentou que apenas Salvador Hugo Palaia e Ebem Gualtieri (também candidatos a vice na chapa de Belluzzo) tinham acesso aos documentos que comprovam a movimentação financeira entre Cipullo, Palmeiras e Ortiz.Além do presidente, nesta segunda os palmeirenses escolhem os quatro vices. A votação deve começar às 21 horas. O resultado só sai de madrugada.

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