Fábio Menotti/Ag. Palmeiras
Fábio Menotti/Ag. Palmeiras

Palmeiras divulga balanço e contabiliza dívida de R$ 142 milhões com a Crefisa

Demonstração financeira traz atualização da pendência com patrocinadora pela vinda de reforços

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2019 | 17h49

A diretoria do Palmeiras divulgou neste domingo, na edição impressa do Estado, os detalhes do balanço financeiro da última temporada. O clube fechou mais um ano no positivo, com o superávit de R$ 30,6 milhões, porém contabilizou também um aumento na dívida com a Crefisa. O valor da pendência registrada em 31/12/2018 é de R$ 142,7 milhões.

O montante era inicialmente contabilizado em R$ 120 milhões. A cifra se refere principalmente ao aditivo contratual assinado no início do ano passado em que o aporte da empresa para a vinda de reforços deixou de ser contabilizado como compra de propriedades de marketing para se tornar empréstimo, com correção de valor pela CDI. O acordo foi refeito para se adequar a uma exigência da Receita Federal, que multou a Crefisa no fim de 2017 por considerar inaqueado o formato da operação.

Na análise do balanço, o clube detalha que a liquidação do valor será realizada quando o Palmeiras fechar a venda dos jogadores trazidos com a contribuição da patrocinadora. Desde 2015, a Crefisa ajudou na contratação de mais de dez reforços, entre eles nomes como Dudu, Borja, Luan, Bruno Henrique, Juninho, Fabiano e Guerra. A empresa também é patrocinadora do clube e no início desde ano, celebrou um novo contrato de patrocínio até 2021. O investimento é de R$ 81 milhões por temporada.

O superávit total do Palmeiras de 2018, de R$ 30,6 milhões, é inferior ao número de 2017, os R$ 57 milhões. Apesar de ter diminuído o faturamento, o clube alviverde conseguiu mais receitas em relação ao ano anterior principalmente por ter lucrado mais com vendas de jogadores.

O clube registrou em 2018, segundo números do balanço, a maior receita da história, de R$ 688,5 milhões. A principal fonte foi a negociação de atletas, que renderam ao Palmeiras em 2018 cerca de R$ 169,6 milhões, ante R$ 37 milhões em 2017. Nessa conta estão as saídas de jogadores como Yerry Mina, Tchê Tchê, Keno, Róger Guedes, Fuzato, João Pedro e Fernando, fora receitas oriundas do mecanismo de solidariedade.

Por outro lado, as despesas do clube registram aumento. Com as renovações de contrato com jogadores importantes, o Palmeiras gastou somente no elenco R$ 516,9 milhões, o que representa 78% do total de R$ 657,8 milhões dos custos de todo o clube ao longo da temporada. O dinheiro utilizado no departamento de futebol é bem superior aos R$ 339,8 milhões registrados em 2017.

O relatório financeiro também mostrou que o título brasileiro de 2018 ajudou nas contas do clube. Em premiações, o Palmeiras recebeu no ano passado R$ 33,1 milhões, mais do que o dobro do ano anterior. A diretoria prevê para 2019 um ano com uma receita de R$ 561 milhões. O valor menor em comparação a 2017 se explica principalmente pela ausência das cotas de televisão, já que o Palmeiras ainda não fechou acordo com a Globo para a transmissão do Campeonato Brasileiro.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.