Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Palmeiras diz ter dinheiro em caixa para reforçar o time

Presidente acredita que o clube terá superávit no fim do ano mesmo com a vinda de novos jogadores

Juliano Costa, Jornal da Tarde

18 de agosto de 2009 | 10h27

Apesar de o déficit do Palmeiras no ano ser de mais de R$ 12 milhões, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo acredita que as contas vão fechar no azul mesmo com a contratação de mais três reforços – um zagueiro, um meia e um atacante, que ele ainda espera ser Vágner Love. "Nós sabemos que o time precisa de reforços e estamos trabalhando nisso", diz o presidente.

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Ele se mostra animado com a criação de uma nova fonte de receita - o patrocínio nos calções, cujo contrato com a Unimed pode ser fechado na quarta-feira - e também com o recorde de arrecadação de bilheteria em jogos no Estádio Palestra Itália, o que fatalmente será batido no sábado, contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro.

 AS CONTAS
Samsung - R$ 15 milhões anuais (inclui o espaço das mangas nas camisas, arrendado para a Fast Shop)
Adidas- R$ 9,2 milhões (inclui todo equipamento entregue ao clube)
Receitas de TV - mais de R$ 28 milhões (Brasileirão: R$ 21 milhões; Paulistão: R$ 7 milhões; Libertadores: não disponível)
Bilheteria - R$ 15,9 milhões (até o momento)
Despesas - R$ 143 milhões (em 2008)
Até o momento, foram gerados cerca de R$ 15,9 milhões em bilheteria. A marca histórica é do ano passado: pouco mais de R$ 16 milhões. "É fato que vamos bater esse recorde, o que me deixa muito feliz", diz Belluzzo. "Se tudo der certo, teremos novamente mais de 20 mil pessoas no Palestra nesse jogo contra o Inter."

OPOSIÇÃO

O contrato com a Unimed renderá R$ 3,6 milhões por 16 meses de exposição da marca da empresa de assistência médica nos calções do time profissional. É uma receita nova, mas a oposição lembra que quando surgiu a ideia do patrocínio o discurso no clube era de uma receita superior a R$ 6 milhões.

Na época, as conversas eram com a Cosan, produtora de etanol. Belluzzo ainda espera mais R$ 1,5 milhão de um contrato da AmBev com os quatro grandes clubes de São Paulo.

Com os patrocínios da Samsung e da Adidas - multiplicados por dois e por três, respectivamente, em relação aos contratos de 2008 -, a expectativa da diretoria no começo do ano era de superávit.

Mas os gastos exorbitantes do departamento de futebol com a comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo fizeram com que a previsão fosse revista. O maior prejuízo ainda vem da área social.

"Acredito que vamos fechar o ano com equilíbrio nas finanças", diz Belluzzo. "Não sei se com superávit, mas muito perto disso, com certeza."

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