Palmeiras diz ter dinheiro em caixa para reforçar o time

Apesar de o déficit do Palmeiras no ano ser de mais de R$ 12 milhões, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo acredita que as contas vão fechar no azul mesmo com a contratação de mais três reforços - um zagueiro, um meia e um atacante, que ele ainda espera ser Vágner Love. "Nós sabemos que o time precisa de reforços e estamos trabalhando nisso", disse o presidente.

JULIANO COSTA, Agencia Estado

18 de agosto de 2009 | 11h09

Ele se mostra animado com a criação de uma nova fonte de receita - o patrocínio nos calções, cujo contrato com a Unimed pode ser fechado na quarta-feira - e também com o recorde de arrecadação de bilheteria em jogos no Estádio Palestra Itália. O estádio deve lotar no sábado, em partida contra o Internacional

Até o momento, foram gerados cerca de R$ 15,9 milhões em bilheteria. A marca histórica é do ano passado: pouco mais de R$ 16 milhões. "É fato que vamos bater esse recorde, o que me deixa muito feliz", disse Belluzzo. "Se tudo der certo, teremos novamente mais de 20 mil pessoas no Palestra nesse jogo contra o Inter."

O contrato com a Unimed renderá R$ 3,6 milhões por 16 meses de exposição da marca da empresa de assistência médica nos calções do time profissional. É uma receita nova, mas a oposição lembra que quando surgiu a ideia do patrocínio o discurso no clube era de uma receita superior a R$ 6 milhões. Na época, as conversas eram com a Cosan, produtora de etanol. Belluzzo ainda espera mais R$ 1,5 milhão de um contrato da AmBev com os quatro grandes clubes de São Paulo.

Com os patrocínios da Samsung e da Adidas - multiplicados por dois e por três, respectivamente, em relação aos contratos de 2008 -, a expectativa da diretoria no começo do ano era de superávit.

Mas os gastos exorbitantes do departamento de futebol com a comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo fizeram com que a previsão fosse revista. O maior prejuízo ainda vem da área social. "Acredito que vamos fechar o ano com equilíbrio nas finanças", diz Belluzzo. "Não sei se com superávit, mas muito perto disso, com certeza."

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