Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Palmeiras é atropelado pelo líder Flamengo e vê turbulência aumentar

Equipe rubro-negra é muito superior no Maracanã, faz 3 a 0 e reassume liderança do Brasileirão

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 17h54

O Palmeiras não se recuperou da eliminação da Libertadores. Pressionado após cair para o Grêmio na competição continental na terça-feira, o time do técnico Luiz Felipe Scolari foi presa fácil para o Flamengo neste domingo, no Maracanã, perdeu por 3 a 0 pelo Campeonato Brasileiro, e viu o momento de turbulência aumentar. Felipão está ameaçado no cargo.   

A equipe alviverde não venceu nenhuma partida do Brasileirão depois da Copa América. Foram duas derrotas e cinco empates. O pífio aproveitamento de 23,8% tirou o Palmeiras da liderança e o colocou na quinta colocação, com 30 pontos, seis atrás do líder Flamengo e do Santos, o segundo colocado. O Corinthians está em terceiro, com 31, mesma pontuação do São Paulo, em quarto.

Para encarar o Flamengo, Felipão reforçou o setor de meio de campo com um terceiro volante. Matheus Fernandes entrou como titular ao lado de Felipe Melo e Bruno Henrique para proteger uma dupla de zaga inédita formada por Gómez e Victor Hugo. Era o recado de que o Palmeiras iria esperar o rival ter iniciativa para buscar o contra-ataque. 

Jorge Jesus entendeu o papel que sua equipe teria de cumprir e adiantou suas peças. E levou um enorme susto logo aos 3 minutos. O árbitro de vídeo entrou em ação para anular o gol de Matheus Fernandes. Willian estava em posição de impedimento ao receber e cruzar para o volante, novidade de Felipão, empurrar para o gol.

A sinalização do Palmeiras de que poderia ser perigoso não intimidou o Flamengo. A pressão na saída de bola deu resultado. Gómez errou. E em três toques saiu o gol. Arão para Bruno Henrique, dele para Arrascaeta, que encontrou Gabriel livre na marca do pênalti. Com um toque sutil, o artilheiro do Brasileirão encobriu Weverton e abriu o placar aos 11 minutos.  

A postura do Palmeiras permaneceu inalterada. O Flamengo é que, diante da falta de iniciativa do rival, passou a ficar mais de posse da bola - fechou o primeiro tempo com 65% - e atuar com inteligência. A equipe rubro-negra tocava passes de um lado para o outro até encontrar os espaços que o time de Felipão insistia em deixar. Não à toa, aos 38, Bruno Henrique cruzou da direita e Arrascaeta, livre, fez o segundo de cabeça. 

Nos primeiros 45 minutos, o Palmeiras não deu nenhum chute ao gol - Willian ainda marcou, mas novamente o lance foi anulado por impedimento - e, por isso, para o segundo tempo, Felipão desfez o esquema com três volantes. Raphael Veiga entrou no lugar de Matheus Fernandes para tentar dar um pouco de criatividade para o time. A apatia alviverde, porém, persistiu.

O Flamengo, quando queria, chegava na área palmeirense com perigo. E foi em um lance de Rafinha com Diogo Barbosa que saiu o terceiro. O árbitro Rafael Traci viu pênalti em uma trombada entre os laterais. Lance bastante duvidoso. O VAR não entrou em ação e Gabriel foi lá e deslocou Weverton para marcar. 

Com o jogo definido, o Flamengo, mesmo diante da empolgação da torcida no Maracanã, tirou o pé e só administrou o placar de 3 a 0 até o apito final.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 3 X 0 PALMEIRAS

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio (Thuler), Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão e Gerson; Arrascaeta (Piris da Motta), Everton Ribeiro e Bruno Henrique (Berrío); Gabriel. Técnico: Jorge Jesus

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Victor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Matheus Fernandes (Raphael Veiga) e Bruno Henrique (Jean); Dudu, Willian (Gustavo Scarpa) e Luiz Adriano.  Técnico: Luiz Felipe Scolari

GOLS: Gabriel, aos 11, Arrascaeta, aos 38 minutos do 1ºTempo, Gabriel, aos 16 minutos do 2ºTempo. 

CARTÕES AMARELOS: Willian, Rodrigo Caio, Bruno Henrique (P) e Bruno Henrique (F).

CARTÃO VERMELHO: Gustavo Gómez.

ÁRBITRO: Rafael Traci (SC)

PÚBLICO: 61.390 pagantes (65.969 presentes)

RENDA: R$ 3.368.134,00

LOCAL: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro

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