Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians e Nilton Fukuda/Estadão
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians e Nilton Fukuda/Estadão

Palmeiras e Corinthians se reencontram no clássico que ainda não acabou

Rivais se enfrentam pela primeira vez após a polêmica decisão do Campeonato Paulista e que o time alviverde briga até hoje para mudar o resultado

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

13 Maio 2018 | 07h00

Cinco semanas depois da polêmica decisão do Campeonato Paulista, Corinthians e Palmeiras se reencontram neste domingo pelo Campeonato Brasileiro envolvidos em rivalidade e com temor de confusão desde bem antes de se chegar ao campo. A mal resolvida final de 8 de abril gerou briga nos tribunais, provocações nos bastidores e até atenção com a decoração do vestiário.

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No último clássico, o Corinthians irritou o Palmeiras por ter alterado radicalmente o vestiário de visitante do Allianz Parque. Funcionários do clube alvinegro “enveloparam” o local ao colar painéis, adesivos e itens alvinegros sobre a decoração fixa, na cor verde e composta por pinturas relativas à história alviverde. Perto dos armários, por exemplo, foi colada a faixa “Aqui é Corinthians”.

A mudança no cenário causou duas reações no Palmeiras. A primeira foi de surpresa, pois o Corinthians levou placas e banners nas medidas exatas para os respectivos espaços. O outro impacto foi de irritação. Além de considerar desrespeito, o clube diz que a decoração danificou painéis e a pintura em verde do local.

Para o clássico, o Corinthians está atento a uma possível represália ao gesto. O clube pretende reforçar a segurança no local e ficar atento à movimentação dos adversários. O Palmeiras não divulgou se pretende realizar a mesma decoração.

O time alviverde evita tratar o encontro como revanche, embora nos bastidores a diretoria esteja empenhada em brigar para anular a final do Estadual. O Palmeiras alega que uma interferência externa ilegal influenciou o árbitro Marcelo Aparecido de Souza a cancelar o pênalti marcado em Dudu.

 

 

 

 

O resultado daquele jogo deflagrou um boicote à Federação Paulista de Futebol (FPF), com a recusa a participar de eventos, e um esforço intenso em tentar comprovar a irregularidade na decisão. 

A diretoria contratou os serviços da Kroll, empresa americana especializada em investigação e encarregada de encontrar provas para embasar a reclamação. Na última semana, o clube acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pois no âmbito estadual o processo acabou arquivado.

O Corinthians se manteve afastado da polêmica, porém o presidente do clube, Andrés Sanchez, ironizou semanas atrás o empenho do rival em tentar anular a partida. “Se eu fosse presidente do Palmeiras, eu iria para a Justiça comum e até para Federal. O ‘chororô’ é livre e quem perde chora. Mas manda ele fazer um futebol melhor”, comentou.

Já para o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, a guerra declarada é contra a FPF. Para comprovar a interferência externa no jogo, ele promete transformar o dérbi paulistano em uma briga internacional. “O caso é claro, evidente, tem muitas provas. É só existir boa vontade. Se for o caso, o Palmeiras pode, sim, levar o assunto até à Fifa”, disse ao canal Fox Sports.

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