Rebeca Reis/Divulgação
Rebeca Reis/Divulgação

Palmeiras e Corinthians testam nova face da rivalidade na semifinal do Brasileiro feminino

Equipes iniciam no domingo confronto decisivo no Allianz Parque por vaga na grande decisão do torneio

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2020 | 10h00

Uma das maiores rivalidades do Brasil viverá a partir deste domingo um capítulo especial no futebol feminino. A partir das 20h, no Allianz Parque, Palmeiras e Corinthians começam a se enfrentar pela semifinal do Campeonato Brasileiro no primeiro grande confronto entre as equipes desde a retomada das atividades do futebol feminino no clube alviverde em 2019. A partida terá transmissão ao vivo da Band.

Os dois rivais vão voltar a se enfrentar no dia 16, na Neo Química Arena, para definir o confronto. Quem passar, terá pela frente na decisão o vencedor da semifinal entre São Paulo e Kindermann. Palmeiras e Corinthians se enfrentaram uma vez nesta temporada, com vitória corintiana por 3 a 1 em Vinhedo. O jogo foi válido pela primeira fase do Campeonato Brasileiro.

O Palmeiras aposta na rápida ascensão de uma equipe que após retomar o futebol feminino no passado, conseguiu subir à elite nacional logo na primeira temporada e tem demonstrado bastante força. Nas quartas de final do Brasileiro deste ano a equipe superou a atual campeã, a Ferroviária, e confia na artilheira da competição. Carla Nunes marcou 12 gols neste Brasileiro.

"As expectativas (para a semifinal) sempre são as melhores possíveis. Estamos treinando, ajustando a cada jogo o que precisamos melhorar. Estamos em uma sequência de vitórias, e isso é muito importante para deixar o time mais confiante", disse a zagueira Thaís, autora de quatro gols nesta temporada e destaque nas jogadas de bola parada da equipe.

Por ter sido um time reativado no ano passado, o Palmeiras garante que está motivado por sentir que atravessa um momento bastante especial. "Somos um time muito focado e unido. Estar em uma semifinal com uma camisa dessa significa muito para todas, essa é uma das motivações. Queremos fazer história, vamos atrás dos nossos objetivos", acrescentou Thaís.

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'Somos um time muito focado e unido. Estar em uma semifinal com uma camisa dessa significa muito para todas, essa é uma das motivações. Queremos fazer história, vamos atrás dos nossos objetivos
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Thaís, Zagueira do Palmeiras

Por sua vez o Corinthians é o favorito por ter feito principalmente a melhor campanha geral até agora. O time do técnico Arthur Elias disputou 17 partidas, com 16 vitórias e apenas uma derrota, diante do São Paulo. O ataque marcou 50 gols e tem como artilheira a meia Giovanna, destaque do clube nas conquistas de 2019 de Copa Libertadores e do Campeonato Paulista. No encontro anterior com o Palmeiras, em fevereiro, ela também marcou um gol.

Ao lado dela, uma grande arma do time é a também meio-campista Gabi Zanotti. Experiente, tem 35 anos, está no clube desde 2018 e tem uma longa bagagem internacional. A camisa 10 corintiana passou pela seleção brasileiro e pelo futebol dos Estados Unidos e da China antes de reforçar o clube do Parque São Jorge.

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É um confronto entre duas grandes equipes. A rivalidade já existente só traz mais brilho para o clássico. Nós atletas gostamos de jogar jogos grandes, então esse tipo de partida sempre mexe com a gente
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Gabi Zanotti, Meia do Corinthians

"É um confronto entre duas grandes equipes. A rivalidade já existente só traz mais brilho para o clássico. Nós atletas gostamos de jogar jogos grandes, então esse tipo de partida sempre mexe com a gente, não somente pela rivalidade, mas por saber que estamos a um passo de mais uma final de Brasileirão", disse Gabi Zanotti ao Estadão.

A jogadora destacou que apesar da regularidade do Corinthians de se manter em alto nível pelas últimas temporadas, não há favoristimo. Um aspecto importante para a jogadora é que a presença de um dérbi tão importante em uma semifinal mostra mais um passo da evolução da modalidade no País. "Vejo que o futebol feminino está dando passos importantes no Brasil. A qualidade de jogo, profissionais mais qualificados, clubes de camisas, e as transmissões tem favorecido muito para isso. Aos poucos estamos conquistando nosso espaço e sendo respeitadas dentro da sociedade. Isso é o mais importante", comentou.

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