Palmeiras e Cruzeiro empatam: 3 a 3

Lopes salvou o Palmeiras na primeira batalha pelas oitavas-de-final da Libertadores. O meia fez os três gols - o último aos 45 minutos do segundo tempo - que garantiram o empate em 3 a 3 com o Cruzeiro, nesta quarta-feira à noite, no Palestra Itália. A partida foi emocionante e predominou a rivalidade entre os times: dois cartões vermelhos e dez amarelos. A decisão da vaga ficou para a próxima quarta-feira, no Mineirão. O clima de guerra já começou antes mesmo dos dois times entrarem em campo. Luiz Felipe Scolari e Celso Roth sabiam que luta para chegar à semifinal da Libertadores colocaria em jogo seus empregos e prestígio. O blefe do treinador palmeirense, que fez Alex fingir que não jogaria, não deu certo. Quando meia entrou, Marcus Vinícius esperava por ele. A falta de coragem e personalidade de Luciano Almeida incentivava as provocações e cotoveladas de lado a lado. O festival de carrinhos e pontapés começou logo nos primeiros minutos.O Cruzeiro começou melhor, marcando na intermediária do Palmeiras. Em um jogo de tanta marcação, a equipe paulista dava muita liberdade para Sorín. O argentino passeava em campo. Lopes começou bem demais a partida, driblando e procurando tabelas com coragem. E foi graças ao esforço do meia palmeirense e de uma falha grotesca de Cris que o Palmeiras saiu na frente. Lopes tabelou com Alex e o zagueiro cruzeirense tentou cortar o lance com uma bicicleta. Furou. A bola sobrou como um presente para Lopes chutar para as redes: 1 a 0 Palmeiras, aos 17 minutos.O gol enervou ainda mais a partida. Os jogadores distribuíam entradas maldosas. De lado a lado. O Cruzeiro adiantava seus laterais, enquanto Arce e Felipe foram orientados para guardar posição, atrás. Já que faltava coragem a Luciano de Almeida, pelo menos ele se defendia distribuindo cartões. Aos 37 minutos, Magrão agrediu Ricardinho e foi expulso. Roth, em vez de colocar imediatamente outro volante, resolveu esperar para ver o que acontecia. Pagou pela inércia. Com espaço para tocar a bola, o Cruzeiro aproveitou muito bem os 8 minutos que teve. Pressionou até virar o jogo. Aos 42 minutos, Sorín lançou Neném, que chutou forte. Marcos rebateu e Oséas empatou: 1 a 1. A virada viria dois minutos depois. Com toda a defesa do Palmeiras adiantada, Marcos Vinícius lançou Geovanni, que avançou sozinho e deu um chute fortíssimo: 2 a 1. O falha de Roth que permitiu a virada não passou desapercebida pelos 30 mil torcedores que berravam ao final do primeiro tempo: "burro, burro, burro". Tentando compensar a bobagem que fez, o treinador colocou Fernando no lugar de Juninho e equilibrou sua equipe. Mesmo com dez jogadores, o Palmeiras melhorava.Logo aos 12 minutos, Roth tirou Fábio Júnior para colocar Muñoz. Os paulistas partiram para o empate. E ele veio em uma jogada individual de Lopes, que enfrentou a zaga e chutou forte de perna esquerda: 2 a 2 aos 17 minutos. A partida continuava eletrizante, com lances de gol dos dois lados, e indefinida. Aos 23 minutos, Geovanni deixou de calcanhar para Jorge Wagner chutar da entrada da área e acertar a trave direita de Marcos. Como tinha um homem a mais, Luiz Felipe Scolari ousou e trocou o lateral Neném pelo atacante Marcelo Ramos. O meia Jackson passou a ser o lateral-direito. Jorge Wagner bateu uma falta com perfeição aos 37 minutos e colocou novamente o Cruzeiro na frente: 3 a 2.Geovanni ainda seria expulso por fazer cera. Quando tudo parecia perdido para o Palmeiras, Lopes tabelou com Tuta e, aos 45 minutos, fez o gol salvador que levou ao êxtase os torcedores no Palestra Itália: 3 a 3. Foi o seu 8º gol na Libertadores, garantindo a sua condição de artilheiro da competição.

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