Palmeiras é denunciado, mas final será no Palestra Itália

TJD-SP julga o clube alviverde sob o art. 213, que prevê multa e perda do mando de campo de um a três jogos

Agência Estado

24 de abril de 2008 | 19h13

O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) Antônio Carlos Meccia decidiu denunciar o Palmeiras pelos incidentes ocorridos no Palestra Itália durante o clássico com o São Paulo. O clube, no entanto, não corre qualquer risco de ter que disputar a segunda partida da final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta, fora do seu estádio, já que não haverá tempo hábil para o cumprimento da punição.Veja também: Serviço: para quem vai à final Ponte Preta x Palmeiras Galeria de fotos da venda de ingressos Ingressos para o 1.º jogo da final do Paulistão estão esgotados Polícia Militar apresenta esquema de segurança para a final Ponte chega à decisão graças a dedicação e um pouco de sorte Por causa do gás tóxico que foi expelido no vestiário do São Paulo, o Palmeiras será julgado, na próxima segunda-feira, pelo artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O artigo prevê multa de R$ 50 mil a 500 mil e perda do mando de campo de uma a três partidas, e se refere a "deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desportos".Mas segundo o artigo 45 do regulamento geral das competições, uma punição como essa precisa de cinco dias úteis para fazer efeito e, por isso, a decisão será realizada no Palestra Itália. Caso seja punido, o Palmeiras cumprirá a suspensão apenas na próxima edição do Campeonato Paulista.O procurador explicou os motivos que o levaram a denunciar o Palmeiras. "Não foi possível identificar o indivíduo causador do ato e ficou claro que o ocorrido veio do lado da torcida do Palmeiras, o clube foi indiciado no artigo adequado".

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