Palmeiras é goleado pelo Cruzeiro e se complica no Brasileirão

Com arbitragem polêmica, Cruzeiro aplica sua maior goleada na história do confronto

02 Setembro 2007 | 17h56

A boa fase vivida fora de casa terminou para o Palmeiras, que perdeu por 5 a 0 para o Cruzeiro, na tarde deste domingo, no Mineirão, em partida válida pela 23.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Veja também:  Classificação Resultados/Próximos jogosCom a derrota - a pior neste Brasileirão -, o Palmeiras vê a série de bons resultados fora de casa terminar. A última derrota longe do Palestra Itália aconteceu no dia 22 de julho, quando perdeu para o Paraná Clube por 1 a 0. O clube paulista continua com 36 pontos conquistados, mas soma duas derrotas consecutivas. Já o Cruzeiro mostra que realmente pretende ser o grande rival do São Paulo pela luta do título, uma vez que soma 42 pontos, com uma partida a menos que o atual líder do Brasileirão. Com os cinco gols de hoje, o Cruzeiro possui 54 gols; o melhor ataque da competição.  Empolgado por jogar em casa, o Cruzeiro demonstrou que a vitória era o único resultado pretendido, mas foi o Palmeiras quem criou a primeira boa jogada, com um chute de fora da área de Makelele, que assustou o goleiro Fábio. Aos poucos, o Palmeiras equilibrou a partida e quase abriu o placar numa cabeçada de Gustavo, quando a bola acertou o travessão, mas a equipe alviverde sofreu um duro baque com a expulsão do volante Pierre, aos 23 minutos. O jogador palmeirense deu um carrinho limpo, mas o árbitro Wilson Souza de Mendonça entendeu que o lance foi faltoso e, como Pierre já tinha um cartão amarelo, a expulsão foi concretizada.  Atordoado com a expulsão de seu principal marcador no meio-campo, o Palmeiras errou na saída de bola e Marcelo Moreno encobriu Diego Cavalieri para abrir o placar, aos 25 minutos.Sem opção, o técnico Caio Júnior optou por tirar Edmundo para a entrada de Francis, com o intuito de recompor o meio-campo, mas a rapidez do Cruzeiro fez com que o Palmeiras sentisse a desvantagem numérica. Assim, o segundo gol surgiu aos 40 minutos, quando Alecsandro tocou para a entrada do meia Wagner, que venceu a marcação para marcar seu gol. Na volta do intervalo, o Palmeiras voltou com o atacante Max para explorar os contra-ataques, mas suas pretensões terminaram aos 10 minutos, quando o atacante Marcelo Moreno, após boa troca de passes, finalizou com perfeição para marcar o terceiro gol. Cruzeiro5Fábio;Jonathan, Emerson, Thiago e Fernandinho (Mariano); Charles, Ramires, Wagner (Kerlon) e Maicosuel; Marcelo Moreno (Diego) e Alecsandro.Técnico: Ivan IzzoPalmeiras0Diego Cavalieri; Wendel, Gustavo, Nen e Leandro; Pierre    , Makelele    , Martinez e Caio (Max); Edmundo (Francis) e Luiz Henrique (William).Técnico: Caio JúniorGols: Marcelo Moreno, aos 25, e Wagner, aos 40 minutos do primeiro tempo; Marcelo Moreno, aos 10, Tiago, aos 24, e Maicosuel, aos 40 minutos do segundo tempo.Árbitro: Wilson Souza de MendonçaRenda: não disponívelPúblico: não disponívelEstádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)Sem resposta para a velocidade do time do Cruzeiro, o Palmeiras simplesmente não assustou o goleiro Fábio, que foi um mero espectador, a não ser por uma cabeçada perigosa do zagueiro Nen. Aos gritos de olé, o Cruzeiro ampliou o placar aos 24 minutos, com uma cabeçada do zagueiro Tiago, ex-Paulista e São Caetano, que fez sua estréia como titular. O calvário do Palmeiras não havia terminado, já que Maicosuel marcou um golaço aos 40 minutos para decretar o placar final. Esta foi a maior goleada que o Palmeiras sofreu para o rival mineiro na história do Campeonato Brasileiro. Agora, o Cruzeiro enfrenta o Juventude na quarta-feira, às 20h30, em Caxias do Sul, enquanto o Palmeiras busca sua reabilitação diante do Botafogo, na quinta-feira, às 20h30, fora de casa. Palmeiras x Wilson Souza de Mendonça Inconformado com a arbitragem de Wilson Souza de Mendonça, o gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio, deixou claro que o clube não permitirá que tal árbitro volte a apitar uma partida do clube alviverde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.