Palmeiras e Luxemburgo: sem acordo

O namoro entre Palmeiras e Vanderlei Luxemburgo está rompido. Pelo menos temporariamente. O treinador reuniu-se nesta sexta-feira pela manhã com o diretor de futebol Sebastião Lapola e ambos não chegaram a um acordo a respeito de salários. O técnico abaixou sua pretensão, mas o clube não aumentou oferta e o liberou para tratar com outros interessados. ?O Luxemburgo de fato reduziu sua pedida inicial?, confirmou Lapola. ?Mas continua fora do que podemos pagar?, emendou. ?Por isso, o deixamos à vontade para tomar outras negociações.? Os valores são mantidos em sigilo. Mas, extra-oficialmente, se fala que o Palmeiras estaria disposto a pagar salários de R$ 95 mil mensais, contra os R$ 170 mil que o treinador recebia no Corinthians. Luxemburgo teria concordado em fazer abatimento e fechar por R$ 120 mil. A ?pequena? diferença de R$ 25 mil seria o empecilho decisivo. O salário mínimo no Brasil atualmente é de R$ 180 e há grande discussão, no Congresso, em torno da possibilidade de elevá-lo para R$ 205. O Palmeiras volta atenção para outros treinadores. Geninho, do Atlético Paranaense, ficou valorizado por disputar o título nacional. Tite, do Grêmio, ganhou projeção, ao conquistar a Copa do Brasil. Carlos Alberto Parreira é nome que agrada, por ter trabalhado com o diretor Américo Faria e com o presidente Mustafá Contursi na Copa de 94. ?Estamos em contato com bons profissionais?, avisa Lapola. ?Mas tudo que se falar agora é bobagem, porque nada está fechado.? Nessa toada, não se pode nem falar em rompimento total com Luxemburgo.

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