Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras e Santos apostam em artilheiros 'azarões' no clássico

Willian e Bruno Henrique superam na temporada atacantes renomados e comandam a força ofensiva das equipes

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2017 | 07h00

Os torcedores de Palmeiras e Santos não esperavam ver que, faltando 13 rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, os artilheiros das duas equipes na competição fossem dois reforços trazidos com pouca badalação no começo do ano. Pois se os cotados a goleadores Borja e Ricardo Oliveira não se destacam, os discretos Willian e Bruno Henrique chegam ao clássico deste sábado, no Allianz Parque, como as maiores esperanças de gols para a partida.

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Os dois se transferiram em janeiro depois de não terem realizado uma temporada anterior exuberante. Tanto Willian como Bruno Henrique já fizeram mais gols em 2017 do que os marcados em 2016 por Cruzeiro e Wolfsburg, respectivamente.

Artilheiro do Palmeiras no ano com 15 gols e no Brasileiro, com cinco, Willian está surpreso com o próprio rendimento. O atacante veio para brigar por posição com outros reforços, como o colombiano Miguel Borja, e se transformou em titular absoluto. As participações em clássicos foram decisivas, com um gol marcado sobre o Santos, pelo Estadual, e dois diante do São Paulo, no Brasileirão.

"O Santos é um dos melhores times do Brasil e não é por acaso que está em segundo lugar no Brasileiro. Será um jogo extremamente complicado, com duas ótimas equipes, que buscam seus objetivos na competição. Nós respeitamos o Santos, mas entraremos em campo muito concentrados e iremos em busca da vitória", disse o atacante de 30 anos.

Bruno Henrique é a maior surpresa do Santos na temporada. As jogadas velozes pelas laterais e o poder de finalização lhe transformaram no jogador ofensivo mais perigoso da equipe. Além disso, o entrosamento com o colombiano Jonathan Copete se configurou uma outra arma do time.

REVIRAVOLTA

O clássico para os dois guarda a oportunidade de esquecer períodos conturbados. Willian por pouco não ficou fora da partida. O atacante do Palmeiras precisou ser julgado na quarta-feira por ter sido expulso contra o Atlético-MG. Denunciado por agressão, a pena máxima poderia ser de 12 partidas, mas o jogador se livrou do afastamento.

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No caso de Bruno Henrique, o problema que o atormentou foi há dez dias, quando foi expulso na eliminação na Copa Libertadores, diante do Barcelona. O atacante cuspiu em um adversário e logo depois pediu desculpas em um comunicado. 

No jogo seguinte, contra o Atlético-PR, na Vila Belmiro, Bruno Henrique marcou o gol da vitória por 1 a 0 e se disse aliviado por ter dado a volta por cima. O clássico será outra chance para provar que não se abateu com o incidente.

 

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