Palmeiras e Santos se enfrentam em clássico para ganhar moral

Vencedor do jogo deste domingo vai entrar ainda mais fortalecido nas fases finais do estadual

Daniel Batista e Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2014 | 04h53

SÃO PAULO -  Para muitos torcedores, Palmeiras e Santos fazem hoje, na Vila Belmiro, uma prévia da final do Campeonato Paulista. Os dois times, que brigam para ver quem fica com a melhor campanha no Estadual, são os principais candidatos ao título e vão a campo dispostos a provar isso.

As duas equipes passaram a semana em clima de decisão, sem esquecer de fazer uma ressalva. “Perder não significa o fim do mundo”, disse o palmeirense Marcelo Oliveira, em declaração que se encaixa aos dois times. Mas, psicologicamente, o vitorioso de hoje sai muito forte na disputa pelo título.

A expectativa é de muitos gols na Vila. Estarão em campo os dois times de melhor ataque no campeonato. O Palmeiras marcou 26 gols, balançou a rede em todas as partidas e deu uma goleada - 4 a 1 sobre o Atlético Sorocaba. Já o Santos fez 5 a 0 no Bragantino, 5 a 1 no Corinthians, 5 a 2 no Mogi Mirim e 4 a 1 no Oeste e marcou 37 vezes.

"Vamos jogar da mesma maneira que estamos jogando, principalmente dentro da Vila. Vamos jogar atacando, procurando fazer gols, independentemente de ser um clássico. Vamos para cima, sufocando o Palmeiras", avisou Thiago Ribeiro.

O discurso no lado do Palmeiras não é muito diferente. "Nossa equipe está muito madura. Será um jogo equilibrado, vamos enfrentar dificuldades pela qualidade da equipe e do treinador, mas o Santos não é um bicho de sete cabeças", avisou Alan Kardec.

Os treinadores sabem que se partirem para o ataque como loucos serão surpreendidos, pois ambas as equipes possuem contra-ataques bastante eficientes. Por isso, uma dose de cautela é fundamental.

Oswaldo de Oliveira admite que conter Valdivia é um dos pontos importantes, mas lembra que o time rival é muito mais do que o chileno. "O Palmeiras fez contratações fundamentais como o Lúcio, alguns jogadores do meio e do ataque. O Valdivia é o maestro do time, mas não é a nossa única preocupação."

No Palmeiras, Kleina mantém a tradição de encher todos os adversários de elogios. "Eles têm um ataque irreverente e jogadores experientes, como Leandro Damião e Thiago Ribeiro. Será um jogo complicado."

MISTÉRIO ALVINEGRO

As formações das equipes mostram que existe um respeito mútuo. Kleina não fez mistério e deixou claro que vai levar a campo praticamente o que tem de melhor. A única ausência será Wendel, poupado por estar com dois cartões amarelos. E Wesley continua fora, com dores na coxa direita.

"Vencer é bom porque faz a gente concretizar o primeiro objetivo, que é a liderança. Por isso, temos que manter o ritmo das últimas partidas e sinto que a equipe está motivada e preparada para as decisões", avisou o treinador palmeirense.

Oswaldo chegou a comandar um treino cheio de reservas e faz mistério sobre quem vai jogar. Apesar do discurso de que precisa poupar os atletas para enfrentar a Ponte Preta, no meio da semana, pelas quartas de final, ele deve escalar o que tem de melhor.

Do time que vem atuando, Gabriel deve deixar a equipe justamente para a entrada do volante Alison, como uma forma de fechar melhor a defesa. Arouca parece recuperado de dores no joelho esquerdo e tem boas chances de jogar.

Cicinho, Mena e Jubal são os pendurados no Santos. Caso Oswaldo decida poupá-los, os substitutos seriam, respectivamente, Bruno Peres, Emerson Palmieri e David Braz.

Além do jogo, que promete ser muito equilibrado, fica a expectativa para a presença de torcedores. Na sexta-feira, todos os ingressos destinados para os santistas já tinham sido vendidos. Para os palmeirenses, apenas uma parte (não se sabe quanto) foi comercializada até que torcedores invadissem a sede do Avanti, programa de sócio-torcedor, depredassem o local e destruíssem o sistema de vendas.

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