Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Palmeiras e São Paulo empatam por 0 a 0 no Palestra Itália

Com a cabeça na Libertadores, times fazem jogo truncado; Marcos brilha e palmeirenses reclamam de pênalti

André Rigue , estadao.com.br

24 de maio de 2009 | 17h47

Um duelo truncado e cheio de polêmica no Palestra Itália. Palmeiras e São Paulo empataram por 0 a 0 neste domingo pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado deixou o time alviverde com 4 pontos, enquanto o rival do Morumbi, atual tricampeão brasileiro, somou seu segundo ponto.

 

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Preocupados com os confrontos pelas quartas de final da Copa Libertadores nesta semana, os treinadores escalaram os times com três zagueiros. O objetivo era reforçar a defesa e, principalmente, garantir um bom resultado no clássico para evitar uma cobrança por parte dos torcedores.

 

Ao longo da semana, Muricy Ramalho reclamou das perguntas sobre o esquema tático do clube. “Jogamos assim há três anos e sempre ganhamos”, esbravejou o treinador. E o São Paulo novamente utilizou o que tem de melhor: a bola aérea. No primeiro lance, aos 9 minutos, Dagoberto cabeceou e Marcos fez linda defesa.

 

Marcos, aliás, foi mais uma vez o grande destaque do Palmeiras. O goleiro fez outro “milagre” aos 12 minutos. Sem ritmo de jogo, Mozart errou o passe no meio-campo e entregou de presente para Jorge Wagner. O lateral-esquerdo lançou Dagoberto, que chutou forte e só não comemorou o gol devido à intervenção do camisa 12 palmeirense.

 

Apesar de atuar em casa, o time de Vanderlei Luxemburgo demorou a entrar no jogo. Lance de perigo só aos 31 minutos. Wendel, que jogou na vaga de Fabinho Capixaba, cruzou para Keirrison. O atacante mandou de primeira para o gol, mas Denis espalmou. Armero pegou o rebote e cabeceou, mas André Dias impediu que Diego Souza completasse para as redes.

 

O pequeno público no Palestra Itália refletiu o “morno” jogo do primeiro tempo. A última chance criada antes do intervalo foi novamente do São Paulo. Jorge Wagner cobrou falta perto do bico esquerdo da grande área. Marcão não conseguiu cortar e Washington, na pequena área, mandou uma bomba. A estrela de Marcos brilhou de novo.

 

Luxemburgo alterou o Palmeiras para a etapa final e adotou o 4-4-2. O atacante Lenny ocupou o espaço do zagueiro Danilo, enquanto o volante Souza, com melhor saída de bola, entrou na vaga de Mozart. O time alviverde encontrou o espaço que não teve no primeiro tempo.

 

Aos 9 minutos, o lance mais polêmico da partida. Diego Souza driblou dois marcadores e entrou na área. Miranda deu um carrin

 Palmeiras0
Marcos; Maurício Ramos    , Danilo (Lenny) e Marcão; Wendel, Mozart (Souza), Jumar    , Cleiton Xavier e Armero; Diego Souza e Keirrison (Ortigoza)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
 São Paulo0
Denis; Richarlyson    , Miranda e André Dias; Zé Luis    , Eduardo Costa, Hernanes (Arouca), Hugo (Junior César) e Jorge Wagner (André Lima); Dagoberto e Washington
Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)

Renda: R$ 472.201,24

Público: 12.023 pagantes

Estádio: Palestra Itália, em São Paulo (SP)

ho e tocou na perna do palmeirense. O árbitro Rodrigo Braghetto mandou o lance seguir e revoltou Luxemburgo, que pediu a marcação da penalidade.

 

O São Paulo sentiu a pressão do Palmeiras e ficou acuado em seu campo. Aos 11 minutos, Keirrison perdeu uma chance incrível. Cleiton Xavier deu passe e deixou o atacante na cara do gol. Ele bateu cruzado. Denis ficou batido na jogada, mas a bola passou à direita, perto da trave.

 

Muricy foi obrigado a mexer no São Paulo. O treinador colocou Arouca na vaga de Hernanes, que caiu muito de produção nos últimos jogos. A alteração reequilibrou o duelo. E o Palmeiras ainda perdeu o zagueiro Maurício Ramos, expulso justamente aos 31 minutos por falta em Dagoberto – Richarlyson, pelo São Paulo, foi expulso nos acréscimos.

 

Apesar de ficar mais de 15 minutos em superioridade numérica, o São Paulo perdeu um gol incrível com Washington aos 46 minutos – Marcos defendeu. O resultado, de certa forma, foi comemorado pelos dois times. Inconformado, mesmo, ficou Luxemburgo, que saiu de campo aos gritos. “O pênalti que ele não deu. Quero ver vocês falarem.”

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